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Análise de Mercado

Exportações brasileiras de grãos devem atingir 19,18 milhões de toneladas em agosto, projeta Anec

Embarques de soja podem crescer 30% no mês e alcançar 10,56 milhões de toneladas; milho deve movimentar 5,63 milhões, enquanto farelo de soja avança para 2,52 milhões


Publicado em: 20/08/2026 às 11:00hs

Exportações brasileiras de grãos devem atingir 19,18 milhões de toneladas em agosto, projeta Anec

As exportações brasileiras de soja, milho, farelo de soja, DDGS, sorgo e trigo poderão alcançar 19,18 milhões de toneladas em agosto de 2026. A projeção consta no levantamento da 32ª semana divulgado pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com base na programação dos navios nos portos brasileiros.

Caso a estimativa seja confirmada, o volume total embarcado ficará 9,7% acima das 17,48 milhões de toneladas registradas em agosto de 2025. A diferença representa aproximadamente 1,7 milhão de toneladas adicionais no comparativo anual.

A soja lidera a pauta de exportações e poderá superar 10,56 milhões de toneladas no mês. O milho aparece na sequência, com previsão de 5,63 milhões, seguido pelo farelo de soja, com 2,52 milhões de toneladas.

Soja deve superar 10,5 milhões de toneladas em agosto

A Anec projeta exportações de 10,56 milhões de toneladas de soja em agosto. O volume representa crescimento de 30,3% sobre as 8,11 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025.

Na comparação absoluta, o avanço esperado é de aproximadamente 2,45 milhões de toneladas. O desempenho mantém a oleaginosa como o principal produto da movimentação portuária acompanhada pela entidade.

De janeiro a agosto, considerando a programação prevista para o mês, as exportações brasileiras de soja somam cerca de 95,19 milhões de toneladas. No mesmo intervalo de 2025, os embarques totalizaram aproximadamente 88,10 milhões, o que indica crescimento próximo de 8%.

Exportações de milho devem recuar em relação a 2025

Em sentido contrário, os embarques brasileiros de milho estão estimados em 5,63 milhões de toneladas para agosto de 2026. O volume corresponde a uma redução de 23,2% em relação às 7,34 milhões registradas no mesmo período do ano passado.

A diferença negativa chega a aproximadamente 1,7 milhão de toneladas. No acumulado entre janeiro e agosto, a projeção aponta 14,75 milhões de toneladas exportadas, contra 16,97 milhões no mesmo intervalo de 2025, queda de cerca de 13,1%.

Apesar do recuo anual, agosto deverá representar o maior volume mensal de milho exportado pelo Brasil em 2026. Até então, o melhor resultado havia sido observado em janeiro, com 3,26 milhões de toneladas.

Farelo de soja avança e pode atingir 2,52 milhões de toneladas

O farelo de soja também apresenta perspectiva favorável. A previsão da Anec é de 2,52 milhões de toneladas embarcadas em agosto, alta de 24,6% sobre as 2,02 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês de 2025.

Entre janeiro e agosto, o Brasil deverá acumular 17,78 milhões de toneladas de farelo de soja enviadas ao exterior. O resultado representa crescimento de aproximadamente 15,2% na comparação com as 15,44 milhões de toneladas registradas nos oito primeiros meses do ano anterior.

O desempenho reforça a participação dos derivados da soja na pauta exportadora brasileira e reflete a expansão do processamento doméstico da oleaginosa.

DDGS e sorgo ampliam presença nas exportações

Os embarques de DDGS, coproduto utilizado principalmente na alimentação animal, estão projetados em 128,32 mil toneladas para agosto. Em igual mês de 2025, o volume foi de apenas 19,13 mil toneladas.

No acumulado do ano, as exportações de DDGS deverão alcançar aproximadamente 780,9 mil toneladas. O volume é 63,5% superior ao registrado entre janeiro e agosto de 2025.

Para o sorgo, a Anec estima embarques de 343,13 mil toneladas em agosto. Somadas às 35,18 mil toneladas exportadas em março, as vendas externas do cereal atingem cerca de 378,31 mil toneladas em 2026.

Programação semanal supera 4,82 milhões de toneladas

Entre 16 e 22 de agosto, a programação dos portos brasileiros prevê o embarque de aproximadamente 4,83 milhões de toneladas dos produtos acompanhados pela Anec.

A soja responde por 2,59 milhões de toneladas, enquanto o milho representa 1,45 milhão. O farelo de soja aparece com 653,36 mil toneladas e o sorgo, com 136,37 mil toneladas.

Na semana anterior, entre 9 e 15 de agosto, os embarques somaram aproximadamente 3,75 milhões de toneladas. A programação atual, portanto, indica crescimento próximo de 28,8% no fluxo semanal.

Porto de Santos lidera movimentação de soja e milho

O Porto de Santos concentra a maior parcela da programação para o período de 16 a 22 de agosto. Estão previstos embarques de:

  • 698,23 mil toneladas de soja;
  • 627,68 mil toneladas de milho;
  • 271,95 mil toneladas de farelo de soja;
  • 66,37 mil toneladas de sorgo.

Paranaguá aparece com programação de 475,65 mil toneladas de soja, 183,97 mil toneladas de farelo e 70 mil toneladas de sorgo.

Outros volumes relevantes de soja estão previstos para Rio Grande, com 331,10 mil toneladas; São Luís/Itaqui, com 300,44 mil; Aratu/Cotegipe, com 280,14 mil; São Francisco do Sul, com 191,32 mil; e Barcarena, com 133,98 mil toneladas.

No milho, Barcarena deverá movimentar 379,45 mil toneladas, seguida por Santarém, com 173,71 mil; Itacoatiara, com 126,18 mil; e São Francisco do Sul, com 109,63 mil toneladas.

China compra 71% da soja brasileira exportada

Entre janeiro e julho de 2026, a China respondeu por 71% das exportações brasileiras de soja, mantendo ampla liderança entre os destinos da oleaginosa.

A Espanha aparece na segunda posição, com participação de 4%, seguida por Tailândia, Turquia e Irã, cada um com 3%. Paquistão, México e Vietnã responderam individualmente por 2% dos embarques.

No mercado de milho, o Irã foi o principal destino no período, concentrando 30% das exportações brasileiras. Egito e Vietnã aparecem com 14% cada, enquanto a Arábia Saudita respondeu por 7%.

Ásia e Europa lideram compras de farelo de soja

A Indonésia foi o maior destino do farelo de soja brasileiro entre janeiro e julho, com participação de 18%. Na sequência aparecem Tailândia, com 11%, além de Holanda e França, ambas com 10%.

A Espanha respondeu por 7% dos embarques, enquanto a Polônia concentrou 6%. Coreia do Sul, Alemanha, Eslovênia e Vietnã registraram participação individual de 5%.

Os dados evidenciam a diversificação geográfica das exportações brasileiras de farelo, com demanda distribuída entre mercados da Ásia e da Europa.

Exportações acumuladas podem chegar a 129,84 milhões de toneladas

Considerando os volumes realizados até julho e a programação estimada para agosto, o Brasil poderá atingir 129,84 milhões de toneladas exportadas dos produtos monitorados pela Anec nos oito primeiros meses de 2026.

O resultado representa avanço de aproximadamente 6% sobre as 122,47 milhões de toneladas movimentadas entre janeiro e agosto de 2025.

O crescimento é sustentado principalmente pela soja e pelo farelo, que compensam a retração observada no milho. As projeções de agosto, entretanto, ainda podem ser revisadas de acordo com mudanças na programação dos navios, condições climáticas, disponibilidade de cargas e operação dos portos brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

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