Carne bovina chega a R$ 26,06 no atacado e mantém frango competitivo
Mesmo após forte recuperação do preço da ave, diferença entre as proteínas permanece acima da média histórica.
Publicado em: 26/10/2026 às 17:00hs
A carcaça casada bovina atingiu R$ 26,06 por quilo no atacado da Grande São Paulo em 22 de outubro, renovando o recorde nominal acompanhado pelo Cepea.
Segundo os dados compilados pela Terra Agro Insights, a valorização chegou a 5,1% no mês, 14,2% no ano e 19,2% em 12 meses.
O frango resfriado permaneceu em R$ 8,50 por quilo na semana. Apesar da estabilidade recente, a proteína acumulava recuperação expressiva desde o fim de agosto.
Frango sobe mais rapidamente desde agosto
Entre o encerramento de agosto e 22 de outubro, o frango resfriado passou de R$ 7,29 para R$ 8,50 por quilo, alta de 16,6%.
No mesmo intervalo, a carcaça bovina avançou 8,6%. A recuperação da ave reduziu a distância entre as duas proteínas, mas não eliminou sua vantagem relativa de preço.
Em 22 de outubro, o valor de um quilo de carcaça bovina equivalia ao de 3,07 quilos de frango, ante 3,29 quilos no fim de agosto.
Diferença permanece elevada na comparação histórica
A relação média de 2026 estava em 3,28 quilos de frango por quilo de carcaça bovina, a maior média anual parcial da série iniciada em 2016.
A referência histórica era de 2,68 quilos. Isso indica que, mesmo após a recuperação recente, o frango continuava relativamente mais barato na comparação entre os preços monitorados.
Essa relação utiliza referências de atacado e não corresponde diretamente aos valores de cortes específicos encontrados pelo consumidor no varejo.
Escoamento da carne bovina exige atenção
O Cepea relatou menor interesse comprador e dificuldades de escoamento da carne bovina em São Paulo, sinalizando resistência aos preços mais altos.
No setor avícola, o foco de doença de Newcastle em Santa Catarina acrescentou incerteza ao comércio exterior. Uma eventual ampliação das restrições poderia aumentar a disponibilidade interna de produtos.
Para a Terra Agro Insights, a evolução da diferença de preços dependerá da oferta de bovinos, da demanda de fim de ano e da duração das limitações às exportações avícolas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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