Preço do milho cai 6,5% em outubro e chega a R$ 64,24 em Campinas
Pressão no mercado físico acompanha recuo em Chicago, enquanto contratos da B3 para 2027 mantêm valores superiores aos vencimentos próximos.
Publicado em: 26/10/2026 às 17:30hs
O preço do milho acumulou queda de 6,5% em outubro até o dia 22, quando o Indicador ESALQ/B3, referência para Campinas (SP), encerrou a R$ 64,24 por saca.
De acordo com os dados compilados pela Terra Agro Insights, esse foi o menor valor desde 4 de agosto. Na semana, a retração foi de 0,9%, enquanto a comparação anual mostrou recuo de 1,9%.
A média parcial de outubro ficou em R$ 66,11 por saca, abaixo dos R$ 69,90 registrados em setembro.
Compradores cautelosos limitam os negócios
Em Mato Grosso, o Imea apontou queda semanal de 2,6% no milho disponível, para R$ 46,50 por saca. A cautela dos compradores e a menor liquidez restringiram as negociações.
O cenário doméstico também refletiu a pressão da colheita americana sobre Chicago e o desempenho das exportações brasileiras, ainda inferior ao observado um ano antes.
Até a terceira semana de outubro, o Brasil havia embarcado 2,87 milhões de toneladas de milho, com média diária 11,8% menor que a de outubro de 2025.
B3 mantém diferença próxima de R$ 10 para março
Na B3, o contrato de novembro de 2026 encerrou 22 de outubro a R$ 65,55 por saca, acumulando queda de 9% no mês.
Os vencimentos de 2027 recuaram menos. Março fechou a R$ 75,51 e setembro, a R$ 75,62. A diferença entre novembro e março aumentou para R$ 9,96 por saca.
Essa estrutura indica remuneração maior nos contratos para entrega futura, mas não garante que os preços físicos alcançarão esses valores.
Chicago amplia pressão sobre o cereal
Na Bolsa de Chicago, o milho para dezembro fechou 22 de outubro a 460,50 centavos de dólar por bushel, com perda de 8% no mês.
A entrada da safra dos Estados Unidos e a produtividade de 181,2 bushels por acre projetada pelo USDA contribuíram para o movimento.
No Brasil, a Terra Agro Insights destaca que o consumo industrial, especialmente para etanol, permanece relevante para o balanço de oferta e demanda. Para os próximos meses, o mercado acompanhará as exportações, o câmbio e o calendário de implantação da safrinha de 2027.
Fonte: Portal do Agronegócio
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