Setor florestal brasileiro monitora impacto de nova tarifa dos EUA sobre produtos de madeira
Taxação adicional de 25% sobre produtos brasileiros começa em 22 de julho, mas lista com cerca de 2 mil exceções pode reduzir efeitos sobre a cadeia florestal
Publicado em: 17/07/2026 às 11:15hs
O setor florestal brasileiro iniciou uma análise técnica para avaliar os impactos da nova tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais manufaturados. A medida entra em vigor a partir de 22 de julho, mas uma relação com aproximadamente 2 mil exceções pode retirar determinados itens da cobrança.
A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) informou que ainda avalia detalhadamente os anexos da decisão norte-americana para identificar quais produtos de madeira foram efetivamente incluídos na lista de isenção.
Segundo a entidade, a complexidade da classificação tarifária exige uma análise criteriosa antes de qualquer posicionamento definitivo sobre os efeitos para a indústria florestal.
APRE Florestas adota cautela diante das novas tarifas
O presidente da APRE Florestas, Fabio Brun, destacou que o momento exige atenção e interpretação técnica do documento oficial.
“Há indícios de que alguns produtos de madeira possam ter sido contemplados pelas exceções, mas ainda precisamos confirmar essa interpretação e entender o alcance dessas isenções para toda a cadeia produtiva”, afirmou.
A entidade reforça que uma avaliação precipitada pode gerar interpretações incorretas sobre o impacto real da medida. A expectativa é que, após a conclusão da análise dos produtos enquadrados nas exceções, o setor tenha uma visão mais clara sobre os reflexos para empresas florestais do Paraná e demais regiões produtoras.
Tarifa sobre produtos brasileiros preocupa exportadores florestais
A nova medida comercial dos Estados Unidos reacende preocupações entre empresas brasileiras que dependem do mercado internacional, especialmente segmentos ligados à madeira processada, móveis, painéis e outros produtos manufaturados de base florestal.
O setor acompanha a definição das exceções porque a inclusão ou exclusão de determinados códigos tarifários pode alterar significativamente a competitividade dos produtos brasileiros no mercado norte-americano.
Histórico do tarifaço afetou cadeia florestal do Paraná
O setor florestal brasileiro ainda sente os impactos das tarifas aplicadas anteriormente pelos Estados Unidos. O processo teve início em abril de 2025, quando foram estabelecidas cobranças adicionais de 10% sobre diversos produtos.
Em julho do mesmo ano, novas medidas elevaram a tarifa para 50%, provocando forte pressão sobre empresas exportadoras, principalmente no Paraná.
De acordo com a APRE Florestas, os efeitos desse período foram severos, com empresas adotando medidas como férias coletivas, redução de operações, demissões e encerramento de atividades. A entidade estima uma perda próxima de 10 mil empregos no setor.
Empresas ainda buscam recuperação após impacto das tarifas anteriores
Em fevereiro de 2026, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de 50%, fazendo com que o setor retornasse ao patamar anterior de 10%.
Apesar da redução, representantes da cadeia produtiva destacam que a recuperação não ocorre de forma imediata, já que muitas empresas ainda enfrentam os reflexos financeiros e operacionais provocados pelo período de maior restrição comercial.
Mercado internacional de madeira segue no radar do setor florestal
A indústria de base florestal brasileira acompanha de perto as decisões comerciais dos Estados Unidos, um dos principais destinos para produtos manufaturados de madeira.
A definição sobre quais itens serão beneficiados pelas exceções será fundamental para determinar o impacto da nova tarifa sobre exportações, empregos e investimentos da cadeia produtiva.
A APRE Florestas reforça que continuará monitorando o cenário e orientando empresas do setor conforme novas informações forem confirmadas oficialmente.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias