Madeira da Amazônia: projeto em Mato Grosso busca aprimorar identificação de espécies e dar segurança às exportações
Iniciativa articulada pelo Cipem com Ibama, universidades e entidades do setor prevê capacitação de profissionais e formação de acervo científico, com atividades planejadas para 2027
Publicado em: 29/10/2026 às 16:30hs
O setor de base florestal de Mato Grosso articula um projeto para aprimorar a identificação de espécies madeireiras da Amazônia, desde o inventário na floresta até a comercialização. A proposta busca capacitar profissionais e estruturar uma coleção de amostras de madeira que sirva de referência para análises técnicas.
A iniciativa é conduzida pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) em parceria com o Ibama, a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
A identificação precisa das espécies pode contribuir para reduzir divergências que dificultam o licenciamento e a venda da madeira, inclusive para o mercado internacional. O projeto está em fase de articulação institucional, e as atividades estão previstas para 2027.
Identificação da madeira começa no inventário florestal
Um dos desafios enfrentados pelo setor está na semelhança entre espécies que podem receber o mesmo nome popular durante o inventário florestal. Quando a identificação não corresponde à espécie efetivamente manejada, a divergência pode trazer dificuldades nas etapas seguintes da atividade.
A questão ganhou relevância com as exigências relacionadas à exploração e à exportação de espécies dos grupos do ipê, cumaru e cedro incluídas na Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Fauna e da Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção, conhecida como Cites.
Nesse contexto, a proposta pretende reunir conhecimento científico, experiência de campo e atuação do poder público para apoiar a identificação das madeiras comercializadas no estado.
Acervo científico e capacitação de especialistas
Além da formação de profissionais, o projeto prevê a discussão de procedimentos para a identificação anatômica da madeira e a organização de uma estrutura de referência para apoiar esse trabalho.
Entre os pontos a serem definidos estão os critérios para validar as identificações e a atuação dos especialistas, sobretudo nas situações que exigirem laudos técnicos. Para o Cipem, a participação do Ibama na construção da iniciativa é um dos aspectos relevantes da cooperação.
Também integram a articulação a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso (Sedec-MT), o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), a Associação Mato-grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF) e os sindicatos empresariais de base florestal.
Próximas etapas do projeto florestal
Antes do início das atividades, os parceiros deverão definir suas responsabilidades e planejar os treinamentos. A organização do acervo, a seleção dos profissionais que participarão da capacitação e o estabelecimento dos procedimentos técnicos também estão entre as próximas etapas.
Com a iniciativa, o setor espera fortalecer a identificação das espécies madeireiras e ampliar a segurança das operações de manejo e comercialização.
Fonte: Portal do Agronegócio
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