Drones alcançam 80% de controle de formigas em teste em floresta plantada no Espírito Santo
Avaliação divulgada pela Syngenta comparou distribuição aérea de iscas e métodos terrestres; tecnologia amplia as alternativas de manejo em áreas de difícil acesso
Publicado em: 05/11/2026 às 14:30hs
A aplicação de iscas por drones pode ampliar o acesso ao controle de formigas-cortadeiras em florestas plantadas, especialmente em terrenos que dificultam o deslocamento de equipes. Em uma avaliação realizada no Espírito Santo e divulgada pela Syngenta, a modalidade atingiu 80% de controle aos 150 dias após a aplicação.
Segundo a empresa, o inseticida ATEXZO Ant F recebeu aprovação para aplicação por drones em áreas florestais. A alternativa busca facilitar o manejo em grandes extensões e em talhões com obstáculos às operações terrestres.
Avaliação compara drones e aplicação terrestre
No ensaio realizado no Espírito Santo, a empresa informou que não houve diferença estatística entre o controle obtido com a aplicação por drone, a aplicação terrestre do mesmo produto e o tratamento com isca à base de sulfluramida.
A avaliação utilizou 10 kg de isca por hectare na distribuição por drone. Na aplicação terrestre localizada, foram empregados 10 g por metro quadrado de terra solta.
Os resultados se referem às condições específicas do ensaio e não representam garantia de desempenho em outras áreas ou situações de manejo.
Tecnologia facilita operações em terrenos de difícil acesso
De acordo com Fábio Araujo, engenheiro de Desenvolvimento Técnico de Mercado da Syngenta, a geolocalização permite padronizar a dosagem e realizar a distribuição em grandes áreas em menos tempo.
Entre as situações em que a tecnologia pode contribuir estão terrenos íngremes, áreas sinistradas e locais com elevada infestação de plantas daninhas. Nessas condições, o drone é apresentado como uma alternativa para alcançar pontos onde a movimentação das equipes é mais limitada.
Formigas-cortadeiras comprometem o desenvolvimento das árvores
Saúvas e quenquéns estão entre os desafios do manejo de florestas plantadas. O corte das folhas reduz a área foliar das árvores, pode provocar perda de mudas e atrasar o crescimento, com reflexos no ciclo produtivo.
Segundo o material divulgado pela empresa, as lesões nos tecidos vegetais também podem favorecer a entrada e a disseminação de doenças.
A incorporação dos drones amplia as opções operacionais para o manejo dessas pragas. A aplicação deve respeitar a bula do produto, as recomendações de uso e as exigências aplicáveis à operação.
Fonte: Portal do Agronegócio
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