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Bioenergia ganha força no Brasil com gasolina E32 e impulsiona investimentos no setor sucroenergético

Mistura de 32% de etanol anidro na gasolina entra em vigor em agosto, amplia a demanda por biocombustíveis, reduz importações de combustíveis fósseis e reforça o papel estratégico da bioenergia na economia brasileira.


Publicado em: 22/07/2026 às 16:30hs

Bioenergia ganha força no Brasil com gasolina E32 e impulsiona investimentos no setor sucroenergético
Bioenergia consolida posição estratégica na matriz energética brasileira

A bioenergia brasileira vive um novo ciclo de expansão impulsionado pelo aumento da participação do etanol na matriz energética nacional, pelo crescimento das exportações do setor sucroenergético e pelo avanço de novas tecnologias voltadas à descarbonização.

A partir de 1º de agosto de 2026, entra em vigor a autorização do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para elevar de forma permanente a mistura de etanol anidro na gasolina para 32% (E32). A medida deve fortalecer toda a cadeia sucroenergética, ampliar a demanda por etanol e reduzir a dependência do Brasil da importação de gasolina.

O novo cenário será um dos principais temas debatidos durante a 32ª edição da Fenasucro & Agrocana, que acontece entre 11 e 14 de agosto, em Sertãozinho (SP), reunindo empresas, investidores, especialistas e representantes da indústria bioenergética.

E32 deve elevar consumo de etanol em 1 bilhão de litros por ano

Segundo estimativas do Ministério de Minas e Energia, a ampliação da mistura obrigatória de etanol anidro deverá gerar um consumo adicional de aproximadamente 1 bilhão de litros de etanol por ano.

Além de estimular a produção nacional, a medida pode reduzir em cerca de 450 milhões de litros por mês a necessidade de importação de gasolina, fortalecendo a segurança energética do país e reduzindo a exposição às oscilações do mercado internacional de combustíveis fósseis.

A decisão também reforça o protagonismo brasileiro na produção de biocombustíveis de baixa emissão de carbono.

Produção de etanol mantém Brasil entre os líderes globais

Dados da Associação Brasileira da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) mostram que o Brasil produziu cerca de 36 bilhões de litros de etanol na safra 2025/2026, consolidando sua posição entre os maiores produtores mundiais de biocombustíveis.

O desempenho da cadeia sucroenergética também se reflete na balança comercial.

Entre abril de 2025 e março de 2026, as exportações brasileiras de açúcar e etanol movimentaram US$ 14,34 bilhões, tornando o setor o quarto maior exportador do agronegócio brasileiro.

Fenasucro & Agrocana será vitrine de inovação e negócios

Diante desse cenário de expansão, a Fenasucro & Agrocana reunirá empresas nacionais e internacionais para apresentar soluções voltadas à indústria bioenergética.

Segundo o diretor da feira, Paulo Montabone, o setor já demonstra resultados concretos em geração de energia, crescimento econômico e redução das emissões de carbono.

"O setor entrega resultados efetivos para a economia e para a transição energética. A feira cria um ambiente de conexão entre empresas, investidores e produtores para acelerar a adoção de novas tecnologias, ampliar parcerias e estimular investimentos em toda a cadeia produtiva", destaca.

Bioenergia vai além do etanol e amplia oportunidades

A evolução da bioenergia brasileira não se limita ao etanol.

A utilização de matérias-primas agrícolas e resíduos industriais amplia a produção de soluções como:

  • Biogás;
  • Biometano;
  • Bioeletricidade;
  • Combustível Sustentável de Aviação (SAF);
  • Bioprodutos renováveis.

Essa diversificação fortalece a economia circular, agrega valor aos resíduos agroindustriais, reduz emissões de gases de efeito estufa e amplia a competitividade do agronegócio brasileiro.

Setor ganha protagonismo na descarbonização

Para Hugo Cagno Filho, presidente da União Nacional da Bioenergia (UDOP) e presidente de honra da Fenasucro & Agrocana 2026, a bioenergia deixou de ocupar um papel complementar para assumir posição estratégica nas políticas públicas.

Segundo ele, o Brasil reúne vantagens competitivas únicas ao combinar elevada produtividade agrícola, disponibilidade de biomassa e uma indústria altamente desenvolvida capaz de transformar matérias-primas e resíduos em energia renovável e combustíveis sustentáveis.

Na avaliação do dirigente, esse modelo coloca o país em posição privilegiada para liderar a transição energética mundial, contribuindo simultaneamente para a segurança energética, a redução das emissões de carbono e o desenvolvimento econômico regional.

Perspectivas são positivas para o setor sucroenergético

Com o início da mistura obrigatória de 32% de etanol anidro na gasolina, o crescimento da demanda interna, a expansão das exportações e os investimentos em inovação, a bioenergia amplia sua importância para a economia brasileira.

O cenário reforça o papel estratégico do setor sucroenergético na geração de energia limpa, na agregação de valor ao agronegócio e na consolidação do Brasil como uma das principais referências mundiais em produção de biocombustíveis e soluções voltadas à descarbonização.

Fonte: Portal do Agronegócio

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