Publicado em: 14/04/2026 às 15:30hs
O setor de etanol de milho no Brasil segue em expansão acelerada. De acordo com a União Nacional do Etanol de Milho (Unem), a produção nacional deve atingir 10 bilhões de litros em 2026, um marco histórico que exige logística interna eficiente dentro das usinas. Para atingir esse volume, será necessário movimentar e processar cerca de 25 milhões de toneladas de milho e gerenciar a expedição de aproximadamente 6,5 milhões de toneladas de DDG (Distillers Dried Grains), coproduto usado na nutrição animal.
Dentro das plantas industriais, a logística interna deixou de ser uma etapa acessória para se tornar o coração da estabilidade operacional. Diferente do fluxo sazonal das unidades de armazenamento convencionais, as usinas operam em regime ininterrupto, exigindo que sistemas de transporte, como elevadores de canecas e correias transportadoras, suportem cargas contínuas e intensas.
Franklin Oliveira, gerente nacional de vendas da AGI Brasil, explica que “uma falha simples em um transportador pode interromper a moagem, gerando ociosidade em fermentação e destilação, com prejuízos financeiros imediatos e perda de eficiência energética”.
Segundo Oliveira, a robustez dos equipamentos de transporte interno é crucial para garantir a previsibilidade exigida pelo setor. “O fluxo de grãos funciona como o sistema circulatório da planta. Se o transporte falha, a operação precisa parar, o que exige engenharia de alta performance capaz de suportar desgaste, altos volumes e manter a segurança operacional”, afirma.
Além da eficiência mecânica, o transporte interno envolve controle rigoroso de impurezas e mitigação de riscos em ambientes com poeira combustível. O manejo do DDG, com características físicas diferentes do milho em grão, exige sistemas que evitem acúmulos e garantam a fluidez da expedição, essencial para manter fluxo de caixa e logística reversa.
“A logística interna deixou de ser apenas movimentação de carga e passou a ser central na gestão de riscos e rentabilidade da usina. Ao assegurar fluxo contínuo, sem gargalos, a indústria protege sua produção e fortalece a competitividade em um mercado que exige expansão acelerada e operação sem paradas não planejadas”, conclui Oliveira.
Fonte: Portal do Agronegócio
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