Exportações do agronegócio batem recorde histórico no 1º semestre de 2026 e reforçam liderança do Brasil no comércio mundial
Complexo soja, carnes e milho impulsionam vendas externas do agro brasileiro, que alcançam o melhor primeiro semestre da história, enquanto China amplia participação como principal destino das exportações.
Publicado em: 14/07/2026 às 19:20hs
O agronegócio brasileiro encerrou o primeiro semestre de 2026 com o melhor desempenho da história das exportações, consolidando sua posição como principal motor da balança comercial do país. Entre janeiro e junho, as vendas externas do setor atingiram um novo recorde, impulsionadas pelo forte desempenho do complexo soja, das proteínas animais e do milho, mesmo em um cenário internacional marcado por oscilações nos preços de diversas commodities.
Somente em junho, as exportações do agronegócio somaram US$ 16,6 bilhões, crescimento de 14% em relação ao mesmo mês de 2025 e o maior valor já registrado para um mês de junho na série histórica. No acumulado do semestre, as exportações cresceram 6,1%, ampliando também o superávit da balança comercial do setor.
Complexo soja continua liderando as exportações brasileiras
A soja manteve sua posição como principal produto exportado pelo agronegócio nacional, respondendo por aproximadamente um terço de toda a receita obtida pelo setor no primeiro semestre.
Os embarques de soja em grão alcançaram 69,6 milhões de toneladas, crescimento de 7% sobre igual período de 2025, enquanto o preço médio internacional também avançou 7%, chegando a US$ 418,70 por tonelada.
O desempenho positivo também foi observado nos derivados:
- óleo de soja: alta de 30% no volume exportado;
- farelo de soja: crescimento de 11% nos embarques;
- valorização dos preços dos derivados reforçou a receita do complexo.
A China permaneceu como o principal comprador da soja brasileira, absorvendo cerca de 69% dos embarques realizados no semestre.
Carnes registram um dos melhores desempenhos da pauta exportadora
As proteínas animais foram outro grande destaque das exportações brasileiras em 2026.
A carne bovina in natura apresentou crescimento de 16% no volume exportado e valorização de 19% no preço médio internacional, gerando receita superior a US$ 9 bilhões no semestre.
Também avançaram:
- carne de frango: alta de 14% nas exportações;
- carne suína: crescimento de 9% no volume embarcado.
O aumento da demanda asiática e a manutenção da competitividade da produção brasileira contribuíram para ampliar as receitas do segmento.
Milho e algodão aceleram crescimento das exportações
Entre os produtos agrícolas, o milho apresentou um dos maiores avanços do semestre.
As exportações cresceram 22%, totalizando quase 7,9 milhões de toneladas, enquanto os preços permaneceram praticamente estáveis.
O algodão também teve desempenho expressivo, com aumento de 21% no volume exportado, confirmando a expansão da presença brasileira no mercado internacional da fibra.
Açúcar, etanol e café registram retração nos embarques
Nem todas as cadeias apresentaram crescimento.
O setor sucroenergético enfrentou redução nos embarques de açúcar bruto e refinado, acompanhada de queda significativa dos preços internacionais.
O etanol registrou a maior retração do semestre, com redução de 53% no volume exportado.
O café verde também apresentou queda de 17% nas exportações em comparação ao primeiro semestre de 2025, embora os preços internacionais tenham permanecido relativamente estáveis.
China amplia liderança entre os destinos das exportações
A China consolidou ainda mais sua posição como principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro.
No primeiro semestre, o país respondeu por 35% da receita das exportações agropecuárias brasileiras, movimentando aproximadamente US$ 31 bilhões, avanço de 10,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A União Europeia permaneceu como o segundo maior destino das vendas externas, seguida pelo Oriente Médio.
Na direção oposta, os Estados Unidos perderam participação na pauta exportadora do agronegócio brasileiro. A receita obtida com o mercado norte-americano caiu mais de 25%, reduzindo sua participação para 6% do total exportado.
Agro segue sustentando a balança comercial brasileira
Os números confirmam que o agronegócio continua sendo o principal responsável pelo saldo positivo da balança comercial brasileira.
Mesmo diante das oscilações nos preços internacionais e das incertezas geopolíticas, o crescimento dos embarques de soja, carnes, milho e algodão compensou a queda observada em produtos como açúcar, café e etanol.
O desempenho reforça a competitividade do setor e demonstra que o Brasil segue ampliando sua presença como fornecedor estratégico de alimentos, fibras e energia renovável para os principais mercados consumidores do mundo, mantendo perspectivas positivas para o restante de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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