Produção de etanol pode crescer 15% na safra 2026/27 e superar em 5 bilhões de litros o ciclo anterior
Pecege projeta forte recuperação da oferta de etanol de cana e milho, impulsionada por maior moagem, aumento do mix alcooleiro e expansão da produção nacional de biocombustíveis.
Publicado em: 11/08/2026 às 09:30hs
A produção brasileira de etanol poderá registrar um dos maiores avanços dos últimos anos na safra 2026/27. Segundo projeções do Pecege Consultoria e Projetos, a oferta total do biocombustível deve alcançar aproximadamente 38,81 bilhões de litros, volume 5,1 bilhões de litros superior ao registrado na temporada 2025/26, o que representa um crescimento de 15,1% em apenas uma safra.
Os dados foram apresentados durante transmissão realizada pela consultoria e reforçam a expectativa de forte recuperação da indústria sucroenergética, impulsionada pelo aumento da moagem de cana-de-açúcar e pela expansão da produção de etanol de milho.
Moagem de cana pode atingir o segundo maior volume da história
O Pecege estima que a moagem da safra 2026/27 alcance 642,59 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Se confirmada, a marca será a segunda maior da história do Centro-Sul brasileiro, refletindo uma recuperação da oferta de matéria-prima no campo.
De acordo com o analista de mercado Raphael Delloiagono, o excedente de cana disponível, estimado em cerca de 5% acima da safra anterior, deverá ser direcionado principalmente para a produção de etanol.
Segundo ele, o biocombustível apresenta uma perspectiva de recuperação bastante consistente ao longo da temporada.
Produção de etanol de cana deve superar 28 bilhões de litros
A consultoria projeta que a produção de etanol de cana alcance 28,22 bilhões de litros, volume 3,69 bilhões de litros superior ao obtido na safra 2025/26.
Além de representar forte crescimento anual, o resultado ficará aproximadamente 1,5 bilhão de litros acima da média registrada nos últimos 12 anos, evidenciando o fortalecimento da indústria sucroenergética.
Etanol de milho mantém trajetória de expansão
Outro destaque da safra será o avanço do etanol de milho, cuja produção deverá atingir 10,59 bilhões de litros, crescimento de cerca de 1,4 bilhão de litros em relação ao ciclo anterior.
Segundo Raphael Delloiagono, embora a produção de etanol hidratado de milho esteja abaixo do mesmo período da temporada passada, o aumento da fabricação de etanol anidro deverá compensar essa redução, mantendo a trajetória de expansão do segmento.
Mais cana será destinada à produção de etanol
As estimativas também indicam mudança no perfil industrial das usinas.
O percentual da cana destinado à produção de etanol deverá subir de 49,62% para 54,29%, avanço de 4,7 pontos percentuais em comparação com a safra passada.
O ciclo 2025/26 registrou o menor mix alcooleiro observado nas últimas 15 safras do Centro-Sul, tornando natural uma recuperação da participação do etanol na atual temporada.
Açúcar perde participação, mas produção seguirá elevada
Apesar da maior destinação de cana para o etanol, o mercado internacional continua influenciando as decisões das usinas.
Segundo Delloiagono, no início da safra o etanol apresentava maior atratividade econômica. No entanto, diante da evolução dos preços ao longo do ciclo, o açúcar voltou a ganhar competitividade.
Mesmo assim, o Pecege estima que a produção de açúcar alcance 38,55 milhões de toneladas, abaixo das 40,43 milhões de toneladas registradas na safra anterior.
Mercado de biocombustíveis segue fortalecido
As projeções reforçam o momento favorável da indústria brasileira de biocombustíveis, impulsionada pela recuperação da produção agrícola, pelo crescimento do etanol de milho e pela demanda crescente por combustíveis renováveis.
Caso as estimativas sejam confirmadas, a safra 2026/27 consolidará uma das maiores ofertas de etanol da história do país, fortalecendo a competitividade do setor sucroenergético e ampliando a participação dos biocombustíveis na matriz energética brasileira.
Palavras-chave para SEO: etanol 2026/27, produção de etanol, safra de cana-de-açúcar, moagem de cana, etanol de milho, Pecege, setor sucroenergético, biocombustíveis, produção de açúcar, mercado de etanol, cana-de-açúcar, bioenergia, Centro-Sul, safra brasileira de cana.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias