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Etanol

Etanol fica 2,3% mais barato em julho e amplia vantagem sobre a gasolina, aponta Veloe/Fipe

Queda no preço do etanol hidratado levou o Indicador de Custo-Benefício Flex ao menor nível da série histórica, reforçando a competitividade do biocombustível em estados produtores e consumidores próximos aos polos de oferta.


Publicado em: 31/07/2026 às 10:35hs

Etanol fica 2,3% mais barato em julho e amplia vantagem sobre a gasolina, aponta Veloe/Fipe

O etanol hidratado foi o combustível que apresentou a maior redução de preço em julho, com queda média nacional de 2,3%, ampliando sua competitividade em relação à gasolina, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis Veloe/Fipe, elaborado pela Veloe em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

O recuo levou o Indicador de Custo-Benefício Flex ao menor patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2017, alcançando 66,7% na média das unidades da Federação.

Com o indicador abaixo do tradicional limite de 70%, o etanol passou a apresentar vantagem econômica mais expressiva frente à gasolina comum para veículos flex em grande parte do país.

Etanol lidera queda entre combustíveis em julho

O levantamento mostrou redução nos preços médios de cinco dos seis combustíveis analisados no mês.

As principais quedas foram:

  • Etanol hidratado: -2,3%;
  • Diesel comum: -2,1%;
  • Diesel S-10: -1,8%;
  • Gasolina comum: redução no período;
  • Gasolina aditivada: redução no período.

O único combustível com alta foi o GNV, que avançou 4,0%, movimento associado aos reajustes observados na cadeia do gás natural.

Os preços médios nacionais registrados em julho foram:

  • Diesel S-10: R$ 6,981 por litro;
  • Diesel comum: R$ 6,833 por litro;
  • Gasolina aditivada: R$ 6,821 por litro;
  • Gasolina comum: R$ 6,693 por litro;
  • Etanol hidratado: R$ 4,163 por litro;
  • GNV: R$ 4,846 por metro cúbico.
Estados produtores registram maior competitividade do etanol

A vantagem do etanol foi mais evidente em regiões produtoras ou próximas aos principais centros de oferta do biocombustível.

Os menores preços médios do etanol hidratado em julho foram registrados em:

  • Mato Grosso: R$ 3,847 por litro;
  • São Paulo: R$ 3,870 por litro;
  • Distrito Federal: R$ 4,073 por litro;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,140 por litro.

Todos ficaram abaixo da média nacional de R$ 4,163 por litro.

A maior competitividade nesses estados está relacionada à proximidade das usinas produtoras, menor custo logístico e maior disponibilidade do produto.

Gasolina mais barata foi registrada no Distrito Federal

No mercado da gasolina comum, o menor preço médio nacional em julho foi observado no Distrito Federal, com R$ 6,319 por litro.

Na sequência apareceram:

  • Rio Grande do Sul: R$ 6,364;
  • Minas Gerais: R$ 6,442;
  • Santa Catarina: R$ 6,488;
  • São Paulo: R$ 6,536.

Na gasolina aditivada, os menores valores médios também ficaram concentrados nessas regiões:

  • Distrito Federal: R$ 6,494;
  • Rio Grande do Sul: R$ 6,540;
  • Minas Gerais: R$ 6,555;
  • Santa Catarina: R$ 6,639;
  • Paraíba: R$ 6,716.
Diesel segue pressionando custos do transporte

Apesar da queda registrada em julho, o diesel continua acumulando alta significativa em 2026, mantendo impacto sobre custos logísticos e atividades ligadas ao agronegócio.

Entre os combustíveis utilizados no transporte de cargas, os menores preços do diesel S-10 foram registrados em:

  • Rio Grande do Sul: R$ 6,506 por litro;
  • Santa Catarina: R$ 6,707;
  • Paraná: R$ 6,734;
  • Goiás: R$ 6,874;
  • Minas Gerais: R$ 6,931.

No diesel comum, os menores valores médios foram observados em:

  • Paraná: R$ 6,353;
  • Rio Grande do Sul: R$ 6,419;
  • Goiás: R$ 6,563;
  • Amapá: R$ 6,583;
  • Minas Gerais: R$ 6,704.
Quedas recentes ainda não anulam altas acumuladas em 2026

Mesmo com a redução observada em julho, os combustíveis ainda apresentam valorização acumulada no ano.

Até julho, as altas acumuladas foram:

  • Diesel S-10: +13,0%;
  • Diesel comum: +11,6%;
  • Gasolina comum: +6,6%;
  • Gasolina aditivada: +6,1%;
  • GNV: +4,3%.

O etanol hidratado foi a exceção, com queda acumulada de 7,0% em 2026.

Na comparação com julho de 2025, o cenário permanece semelhante:

  • Diesel S-10: +13,8%;
  • Diesel comum: +12,4%;
  • Gasolina comum: +6,4%;
  • Gasolina aditivada: +5,9%;
  • GNV: +0,7%;
  • Etanol hidratado: -2,2%.
Oferta de etanol favorece redução dos preços

Segundo a análise da Veloe/Fipe, a queda do etanol reflete principalmente uma combinação entre maior disponibilidade interna do biocombustível, ajustes nas cotações internacionais do petróleo e mudanças nas políticas de amortecimento de preços.

Apesar do movimento positivo para consumidores e produtores, o mercado continua sensível a fatores externos, como:

comportamento do petróleo no mercado internacional;

  • variação cambial;
  • tensões geopolíticas;
  • custos de produção e logística.
Etanol ganha espaço na escolha dos consumidores flex

Com o Indicador de Custo-Benefício Flex em 66,7%, o etanol alcançou o melhor resultado da série histórica iniciada em 2017.

O índice abaixo de 70% indica que, considerando o consumo médio dos veículos flex, o biocombustível se tornou economicamente mais atrativo do que a gasolina comum em diversas regiões brasileiras.

O resultado reforça o papel estratégico do etanol na matriz energética nacional e evidencia a importância da produção agrícola, especialmente da cadeia sucroenergética, para ampliar alternativas de combustível com maior competitividade no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

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