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Mercado Financeiro

IPCA-15 sobe 0,70% em setembro: tomate e passagens aéreas pressionam preços

Alimentação e Bebidas volta a subir após queda em agosto, enquanto Transportes avança 0,60%; energia elétrica exerce a maior pressão sobre a prévia da inflação.


Publicado em: 25/09/2026 às 11:15hs

IPCA-15 sobe 0,70% em setembro: tomate e passagens aéreas pressionam preços

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,70% em setembro, após recuar 0,40% em agosto. Entre os preços mais relevantes para o consumo e a circulação de pessoas, o grupo Alimentação e Bebidas avançou 0,40%, enquanto Transportes registrou alta de 0,60%, segundo os dados do IBGE.

A prévia da inflação acumula alta de 3,82% em 2026 e de 4,47% em 12 meses. Os nove grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram aumento de preços em setembro.

Tomate, arroz e carnes elevam custo da alimentação

A alimentação no domicílio subiu 0,38% em setembro, revertendo a queda de 0,97% registrada em agosto. O tomate apresentou a maior alta entre os alimentos destacados pelo IBGE, de 20,76%. Também ficaram mais caros o arroz, com avanço de 2,39%, e as carnes, com aumento de 1,30%.

Parte da cesta de alimentos seguiu a direção contrária. Os preços do feijão carioca caíram 6,33%, os da cebola recuaram 4,41% e os do café moído diminuíram 1,36%.

Na alimentação fora do domicílio, a alta foi de 0,44%. O preço da refeição acelerou de 0,25% em agosto para 0,38% em setembro. Já o lanche subiu 0,44%, abaixo da variação de 0,75% observada no mês anterior.

Passagens aéreas sobem; diesel e etanol ficam mais baratos

O grupo Transportes avançou 0,60% e contribuiu com 0,12 ponto percentual para o IPCA-15 de setembro. A principal pressão mencionada pelo IBGE veio das passagens aéreas, que subiram 9,82%.

Os combustíveis, em conjunto, tiveram alta de 0,22%. O gás veicular aumentou 1,56% e a gasolina, 0,30%. Em sentido oposto, o óleo diesel recuou 0,78% e o etanol caiu 0,22% na média pesquisada.

O resultado do grupo também inclui a alta de 0,66% nas tarifas de táxi, influenciada pelo reajuste aplicado em Belo Horizonte.

Energia elétrica foi o maior impacto individual

Embora Alimentação e Bebidas e Transportes tenham voltado a subir, a maior contribuição para a inflação de setembro veio de Habitação. O grupo avançou 2,07% e respondeu por 0,31 ponto percentual do índice.

A energia elétrica residencial subiu 7,42% e, sozinha, teve impacto de 0,29 ponto percentual. Segundo o IBGE, o movimento ocorreu após o desconto do Bônus de Itaipu ter sido incorporado às faturas do mês anterior. A bandeira tarifária amarela permaneceu em vigor em setembro.

Todas as 11 áreas pesquisadas registraram inflação. Goiânia teve a maior variação, de 0,95%, enquanto Recife apresentou a menor, de 0,44%.

Fonte: Portal do Agronegócio

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