Ibovespa oscila perto de 184 mil pontos; Europa e Wall Street sobem com alívio do petróleo
Bolsas internacionais reagem à expectativa de avanços sobre o Estreito de Ormuz, enquanto mercado brasileiro acompanha a fusão entre Yduqs e Afya e o cenário externo
Publicado em: 25/09/2026 às 10:56hs
O Ibovespa iniciou o pregão desta sexta-feira (25) próximo da estabilidade, na faixa dos 184 mil pontos, em uma sessão marcada pelo alívio dos preços do petróleo e pela melhora do desempenho das bolsas europeias e dos futuros de Wall Street.
O principal índice da B3 operava próximo de 183.997 pontos no meio da manhã, depois de encerrar a sessão anterior aos 183 mil pontos. br.investing.com
No acumulado de 2026 até o fechamento anterior, o Ibovespa registrava valorização de 14,18%. O índice avançava 3,69% em setembro, mas acumulava queda de 0,68% na semana.
Além do cenário internacional, os investidores repercutem a combinação dos negócios de Yduqs e Afya, o posicionamento da Petrobras sobre a Braskem e as perspectivas para os juros globais.
Bolsas europeias sobem com petróleo em queda
As principais bolsas da Europa abriram em alta diante dos sinais de possível avanço nas negociações para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o fornecimento mundial de petróleo.
Por volta das 9h em Lisboa, o índice pan-europeu Stoxx 600 avançava 0,67%. A bolsa de Londres subia 0,54%, Frankfurt ganhava 0,59% e Paris apresentava alta de 0,20%.
Os índices de Madri e Milão registravam ganhos mais acentuados, de 0,89% e 1,18%, respectivamente. DNOTICIAS.PT
O movimento representa uma recuperação após as perdas da sessão anterior, quando o avanço do petróleo e dos rendimentos dos títulos públicos pressionou os mercados acionários.
Futuros de Wall Street operam em alta
Nos Estados Unidos, os índices futuros indicavam abertura positiva. O futuro do Dow Jones subia 0,12%, enquanto o Nasdaq avançava 0,39% durante a manhã. DNOTICIAS.PT
O mercado norte-americano tenta se recuperar após uma sessão sem direção única em Wall Street. Na quinta-feira, o Dow Jones recuou 0,31%, enquanto o Nasdaq apresentou leve alta de 0,01%.
Apesar da melhora, os investidores continuam atentos à trajetória dos juros nos Estados Unidos. A resistência da economia e as pressões provocadas pelos preços da energia mantêm no radar a possibilidade de novos aumentos da taxa básica pelo Federal Reserve.
Petróleo recua, mas permanece acima de US$ 100
Os preços do petróleo apresentavam acomodação depois das fortes altas registradas nas sessões anteriores.
O Brent para novembro era negociado ao redor de US$ 106 por barril, com queda próxima de 0,5%. Na quinta-feira, a commodity havia avançado 3,41% e alcançado máxima intradiária de US$ 108,23. Investing.com Portugal
O WTI também recuava, negociado próximo de US$ 93 por barril. O movimento refletia a expectativa de um possível entendimento para reduzir as hostilidades no Oriente Médio e restabelecer o fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz.
Embora a queda ofereça algum alívio às bolsas, o petróleo permanece em patamar elevado e continua alimentando preocupações com inflação, custos de produção e juros globais.
Hang Seng cai 1,01% e Nikkei avança 1,30%
Os mercados asiáticos encerraram a sexta-feira com sinais divergentes. Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 1,01%, aos 24.510 pontos, atingindo o menor patamar em dois meses.
O Hang Seng China Enterprises, que reúne empresas da China continental negociadas em Hong Kong, recuou 1,2%. Os setores de seguros e tecnologia lideraram as perdas, com desvalorizações de 2,7% nas ações da AIA e de 1,5% nos papéis do Alibaba.
O volume de negócios foi reduzido antes do Festival do Meio do Outono. As bolsas da China continental não operaram e retomam as atividades na segunda-feira.
No Japão, o Nikkei avançou 1,30%, aos 66.364 pontos. O Straits Times, de Singapura, subiu 0,49%, para 5.711 pontos. Em sentido contrário, o S&P/ASX 200, da Austrália, caiu 0,43%, aos 8.665 pontos.
As bolsas de Xangai, Shenzhen, Seul e Taiwan permaneceram fechadas por feriados locais.
Cúpula entre Trump e Xi tem poucos avanços concretos
Os investidores também avaliaram os resultados da reunião realizada na quinta-feira entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping.
A cúpula teve forte peso diplomático, mas não apresentou avanços aparentes em temas como comércio, inteligência artificial, Taiwan e a guerra envolvendo o Irã.
Mesmo sem acordos concretos, a retomada do diálogo foi interpretada como um sinal de estabilização das relações entre as duas maiores economias mundiais.
A expectativa do mercado é de que os canais diplomáticos contribuam para evitar uma nova escalada das tensões comerciais, embora questões estratégicas permaneçam sem solução.
Fusão entre Yduqs e Afya movimenta a B3
No mercado corporativo brasileiro, a combinação entre Yduqs e Afya permanece entre os principais destaques. A operação criará uma das maiores plataformas de ensino superior do país, com forte participação na educação médica.
A empresa resultante deverá reunir aproximadamente 1,6 milhão de estudantes, incluindo 38 mil alunos de medicina, distribuídos por 176 campi. As companhias estimam sinergias de até R$ 2 bilhões.
Os acionistas da Afya ficarão com 69% do capital da nova companhia, enquanto os atuais investidores da Yduqs terão os 31% restantes. A conclusão ainda depende da aprovação dos acionistas e do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). da fusão – Money Times
Petrobras e Braskem permanecem no radar
A Petrobras também integra o radar dos investidores após descartar a possibilidade de elevar sua participação na Braskem. A petroquímica, por sua vez, prepara para outubro o leilão da oferta pública de aquisição de ações relacionada à mudança de controle.
O desempenho das ações do setor de petróleo acompanha a oscilação do Brent. Mesmo com o recuo desta sexta-feira, a commodity permanece acima de US$ 100 e continua oferecendo sustentação às empresas de energia.
A tendência das bolsas ao longo do dia dependerá do comportamento do petróleo, dos rendimentos dos títulos norte-americanos e de novas sinalizações sobre as relações entre Estados Unidos, China e Irã.
Fonte: Portal do Agronegócio
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