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Mercado Financeiro

Ibovespa cai perto dos 170 mil pontos e dólar sobe; bolsas globais reagem a balanços e juros

Wall Street abre em baixa com pressão sobre tecnologia, enquanto Europa avança; no Brasil, investidores acompanham cenário fiscal e resultados corporativos nesta quinta-feira


Publicado em: 29/10/2026 às 11:05hs

Ibovespa cai perto dos 170 mil pontos e dólar sobe; bolsas globais reagem a balanços e juros

O Ibovespa iniciou a quinta-feira (29) em queda, prolongando a pressão sobre as ações brasileiras após três pregões consecutivos de perdas. Na atualização das 10h21, no horário de Brasília, o índice estava próximo de 170,2 mil pontos, enquanto o dólar comercial era negociado ao redor de R$ 5,35 e os juros futuros avançavam.

No exterior, os mercados apresentavam direções distintas. As bolsas chinesas recuaram com vendas de ações de tecnologia, o Japão fechou em alta e a Europa registrava ganhos. Em Nova York, os principais índices abriram no vermelho, com investidores avaliando balanços corporativos e a decisão do Federal Reserve de manter os juros.

Ásia fecha dividida, com tecnologia pressionando China e Coreia

As ações chinesas encerraram a sessão em baixa, com perdas concentradas em empresas ligadas à tecnologia. O Shanghai Composite caiu 0,82%, para 3.651 pontos, enquanto o CSI300 recuou 1,03%, para 4.041 pontos.

A pressão foi mais intensa nos índices voltados a companhias de crescimento. O ChiNext Composite perdeu 4,4%, e o STAR50 de Xangai caiu 4,3%, atingindo os menores fechamentos desde agosto e setembro de 2025, respectivamente. O índice de empresas de comunicações 5G recuou 7,4%.

Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,59%, para 22.958 pontos, enquanto o segmento de tecnologia registrou baixa de 2,8%.

Na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,24%, para 5.937 pontos, após a forte valorização da véspera. Já o Nikkei, do Japão, avançou 1,10%, para 64.659 pontos.

Taiwan registrou queda de 1,42%, enquanto os índices de Singapura e da Austrália subiram 0,05% e 0,50%, respectivamente.

Europa avança e Wall Street abre em queda

Na Europa, as bolsas apresentavam desempenho positivo durante a manhã. Segundo a Reuters, o Stoxx 600 avançava cerca de 0,5% em uma atualização anterior à abertura norte-americana.

Em Wall Street, o movimento foi negativo. Às 10h31 de Brasília, o Dow Jones caía 0,53%, o S&P 500 recuava 0,54% e o Nasdaq perdia 1,36%.

Os resultados da Alphabet, controladora do Google, reforçaram a cautela com o setor de inteligência artificial. O mercado avalia a capacidade de geração de receita diante dos elevados investimentos em infraestrutura tecnológica. Os balanços de Amazon e Intel, previstos para depois do fechamento, também estão no radar.

Fed mantém juros e mercado avalia próximos passos

O Federal Reserve manteve os juros entre 3,75% e 4% ao ano na quarta-feira. A estabilidade já era esperada, mas as divergências na votação mantiveram a atenção sobre a possibilidade de novos aumentos.

Para os investidores, os próximos indicadores de inflação e atividade serão importantes para avaliar a trajetória da política monetária norte-americana.

A manutenção dos juros não eliminou a volatilidade: balanços, perspectivas de crescimento e custos de financiamento continuam influenciando o posicionamento nos mercados de ações.

Ibovespa amplia cautela após perder 16,62% em três sessões

No Brasil, o mercado acompanha as sinalizações sobre a política fiscal e a composição da equipe econômica para o próximo mandato presidencial.

Na quarta-feira (28), o Ibovespa caiu 2,68%, para 171.006,10 pontos, acumulando três sessões negativas. Até aquele fechamento, o índice registrava perda de 16,62% na semana e de 8,23% em outubro, mas ainda apresentava alta de 6,13% em 2026.

Esses percentuais correspondem ao fechamento anterior e não incluem as oscilações desta quinta-feira.

Na agenda corporativa, investidores avaliam os números de produção da Petrobras, os balanços já divulgados e a expectativa pelo resultado da Vale, previsto para depois do encerramento do pregão.

Dólar volta a subir após duas quedas

O dólar iniciou o dia em valorização frente ao real, interrompendo momentaneamente duas sessões consecutivas de baixa.

Às 9h01, a moeda norte-americana subia 0,40%, para R$ 5,362. Mais tarde, na atualização das 10h21, permanecia próxima de R$ 5,35.

Na quarta-feira, o dólar havia encerrado a sessão ao redor de R$ 5,34, com recuo de 0,19%. A trajetória do câmbio segue sensível tanto às expectativas fiscais brasileiras quanto aos movimentos dos juros e do dólar no exterior.

Câmbio e juros influenciam decisões no agronegócio

Para o agronegócio, a volatilidade financeira afeta a conversão das receitas de exportação e os custos de produtos importados. Um dólar mais valorizado pode favorecer os preços recebidos em reais, mas também encarecer fertilizantes, defensivos e equipamentos.

O efeito sobre soja, milho, café, açúcar e outras commodities depende ainda das cotações internacionais, dos prêmios de exportação e das condições de oferta e demanda. Já a trajetória dos juros influencia o custo do crédito e o planejamento dos investimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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