Dólar sobe perto de R$ 5,04 e Ibovespa cai com petróleo e Datafolha no radar
Moeda americana ganha força com aversão ao risco no exterior; Brent se aproxima de US$ 112 e investidores aguardam nova pesquisa presidencial nesta quinta-feira.
Publicado em: 22/10/2026 às 11:05hs
O dólar opera em alta frente ao real nesta quinta-feira (22), enquanto o Ibovespa recua nos primeiros negócios. A valorização do petróleo, as preocupações com empresas de inteligência artificial e a expectativa pela pesquisa Datafolha sobre a eleição presidencial aumentam a cautela no mercado financeiro.
Na atualização consultada, publicada às 10h12, no horário de Brasília, o dólar comercial era indicado a R$ 5,039 na venda, com avanço de 0,22%. Na Bolsa brasileira, o Ibovespa caía 0,37%, aos 205.721 pontos, às 10h10.
As cotações são parciais e refletem momentos específicos da sessão.
Dólar acompanha busca por proteção no exterior
A moeda americana iniciou o pregão em valorização, acompanhando o movimento internacional de redução da exposição a ativos de risco.
Às 9h33, o dólar à vista subia 0,34%, para R$ 5,0444. No mercado futuro, o contrato para novembro, o mais líquido no Brasil, avançava 0,36%, também indicado a R$ 5,0444.
O ambiente externo reúne queda das bolsas europeias, fortalecimento do dólar diante de outras divisas e preocupação com a continuidade dos conflitos no Oriente Médio.
As dúvidas sobre o retorno dos investimentos em inteligência artificial também pressionam os mercados acionários, em meio à divulgação de balanços de grandes empresas de tecnologia.
Petróleo perto de US$ 112 amplia preocupação com inflação
A alta do petróleo acrescenta pressão ao cenário internacional. Por volta das 9h, o Brent para dezembro avançava 2,8%, cotado a US$ 111,87 por barril, depois de superar US$ 112 durante a manhã.
A valorização da commodity reforça o receio de custos mais elevados de energia e transporte, com possíveis efeitos sobre a inflação e as decisões de juros.
No Brasil, o movimento também influencia as ações de empresas petrolíferas e as expectativas para combustíveis, logística e custos de produção.
Datafolha concentra atenção na reta final das eleições
No cenário doméstico, investidores aguardam a divulgação da pesquisa Datafolha prevista para a noite desta quinta-feira, a três dias do segundo turno presidencial, marcado para domingo (25).
O levantamento chega após a pesquisa Quaest indicar 45% das intenções de voto para Flávio Bolsonaro (PL) e 44% para Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença de um ponto percentual representa empate técnico, considerando a margem de erro de dois pontos.
Parte dos agentes financeiros associa uma eventual vitória de Flávio à possibilidade de maior controle das contas públicas. Essa percepção, entretanto, permanece baseada em expectativas, enquanto o mercado aguarda propostas concretas para o ajuste fiscal.
A disputa apertada mantém o câmbio, os juros futuros e as ações sensíveis a novas informações eleitorais.
Ibovespa recua após perda de 0,86% na véspera
O Ibovespa começou a quinta-feira em baixa, depois de encerrar a quarta-feira com queda de 0,86%, aos 206.495 pontos.
Além do cenário político e internacional, a temporada de resultados corporativos participa da formação dos preços. O mercado acompanha os números das companhias e suas perspectivas para receitas, margens e inadimplência.
Entre os eventos da agenda está a divulgação do balanço do Bradesco após o fechamento do mercado, ampliando a atenção ao setor bancário.
Banco Central tem leilão de swap cambial na agenda
O Banco Central tem previsto para as 11h30 seu leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 75 mil contratos, referente ao vencimento de 3 de novembro.
Na quarta-feira, o dólar à vista encerrou cotado a R$ 5,0272, com valorização próxima de 0,18%.
Até aquele fechamento, a moeda acumulava queda de 0,90% na semana, 2,84% em outubro e 8,41% no ano. Os percentuais não incluem as oscilações desta quinta-feira.
Câmbio e energia influenciam custos do agronegócio
Para o agronegócio, a combinação entre dólar e petróleo exige atenção. A valorização da moeda americana pode favorecer a conversão das receitas de exportação em reais, mas também elevar o custo de insumos importados.
Já o petróleo mais caro pode pressionar despesas com combustíveis e transporte. O efeito sobre as margens depende dos contratos, dos estoques e da evolução dos preços de cada cadeia produtiva.
Pesquisas eleitorais, balanços empresariais e notícias do Oriente Médio permanecem entre os principais fatores de oscilação dos ativos ao longo do pregão.
Fonte: Portal do Agronegócio
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