Mercado Financeiro

Dólar oscila perto da estabilidade no Brasil com tensão no Oriente Médio e atuação do Banco Central; Ibovespa registra leve alta

Mercado financeiro acompanha cenário geopolítico, atuação do Banco Central e variação do dólar enquanto Ibovespa mantém trajetória positiva no ano


Publicado em: 10/03/2026 às 10:52hs

Dólar oscila perto da estabilidade no Brasil com tensão no Oriente Médio e atuação do Banco Central; Ibovespa registra leve alta

O dólar iniciou a sessão desta terça-feira (10) com oscilações moderadas frente ao real, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário geopolítico no Oriente Médio e da expectativa pelas operações do Banco Central no mercado cambial. Ao mesmo tempo, o mercado financeiro brasileiro acompanha os desdobramentos internacionais e indicadores econômicos que influenciam o fluxo de capitais para economias emergentes.

No mercado acionário, o principal índice da bolsa brasileira apresenta leve avanço, enquanto agentes financeiros também monitoram as ações da autoridade monetária para garantir liquidez no câmbio e estabilidade no mercado.

Dólar inicia o dia próximo da estabilidade

No início das negociações desta terça-feira, o dólar apresentou leve variação frente ao real. Por volta das 9h06, a moeda norte-americana registrava alta de 0,08%, sendo negociada a R$ 5,1698 na venda.

No mercado futuro, o contrato de dólar com vencimento em abril — atualmente o mais líquido na B3 — avançava 0,07%, cotado a R$ 5,2025.

Ao longo da manhã, o movimento de valorização da moeda norte-americana ganhou leve intensidade. Por volta das 10h40, o dólar apresentava alta de 0,21%, negociado a R$ 5,1751.

Banco Central realiza leilão de swap cambial

Para garantir liquidez no mercado cambial, o Banco Central do Brasil programou para 11h30 um leilão de até 50 mil contratos de swap cambial tradicional.

A operação tem como objetivo a rolagem de contratos com vencimento em 1º de abril, mecanismo frequentemente utilizado pela autoridade monetária para oferecer proteção cambial ao mercado sem alterar diretamente o volume das reservas internacionais.

O Banco Central segue monitorando as condições financeiras globais e o comportamento do real frente ao dólar, fatores considerados relevantes para a condução da política monetária e para o controle das expectativas de inflação.

Tensão no Oriente Médio segue no radar dos investidores

O comportamento do câmbio também reflete a atenção dos investidores ao cenário geopolítico internacional. Na sessão anterior, declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que a guerra no Oriente Médio poderia terminar em breve, ajudaram a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.

Esse tipo de sinalização tende a favorecer ativos de maior risco, como moedas de países emergentes e mercados acionários, contribuindo para o recuo do dólar observado no fechamento da sessão anterior.

Ibovespa mantém leve avanço no pregão

Enquanto o câmbio apresenta oscilações moderadas, o mercado acionário brasileiro registra estabilidade com leve viés de alta.

Por volta das 10h40, o Ibovespa avançava 0,01%, aos 181.715 pontos.

Na sessão anterior, o índice encerrou o dia com valorização de 0,86%, alcançando 180.915 pontos, refletindo o ambiente mais favorável ao risco nos mercados globais.

Desempenho recente do dólar e do Ibovespa

  • Dólar (mercado à vista)
    • Acumulado da semana: -1,52%
    • Acumulado do mês: +0,59%
    • Acumulado do ano: -5,91%
  • Ibovespa
    • Acumulado da semana: +0,86%
    • Acumulado do mês: -4,17%
    • Acumulado do ano: +12,28%
Mercado segue atento ao cenário externo e à política monetária

Analistas destacam que o comportamento do dólar no Brasil continua sendo influenciado principalmente pelo ambiente internacional, incluindo o cenário geopolítico, a política monetária norte-americana e o fluxo de capitais direcionado a países emergentes.

No cenário doméstico, investidores também acompanham atentamente as decisões e sinalizações do Banco Central do Brasil, que desempenham papel central na estabilidade do real e na condução da política econômica do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

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