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Mercado Financeiro

Dólar cai para perto de R$ 5,11 com exterior favorável e pesquisa eleitoral no radar

Moeda norte-americana recua frente ao real nesta segunda-feira, enquanto Ibovespa avança e investidores acompanham petróleo, projeções para a Selic e encontro entre Trump e Xi Jinping


Publicado em: 21/09/2026 às 11:07hs

Dólar cai para perto de R$ 5,11 com exterior favorável e pesquisa eleitoral no radar

O dólar ampliou as perdas diante do real na manhã desta segunda-feira (21), acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e a maior procura por ativos de mercados emergentes. Por volta da atualização mais recente, a divisa recuava 0,66%, negociada a R$ 5,1103.

No início da sessão, às 9h09, o dólar à vista apresentava queda de 0,34%, cotado a R$ 5,1276 na venda. O contrato futuro para outubro, o mais negociado na B3, recuava 0,36%, aos R$ 5,1390.

O Ibovespa, por sua vez, avançava 0,65%, aos 186.426 pontos, recuperando parte das perdas acumuladas na semana anterior. O movimento refletia o ambiente internacional mais favorável aos ativos de risco e os ajustes nas expectativas para os juros brasileiros. UOL Economia

Pesquisa eleitoral influencia mercado financeiro

No cenário doméstico, os investidores repercutem uma nova pesquisa eleitoral que aponta empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro.

O levantamento BTG/Nexus mostra Lula com 40% das intenções de voto no primeiro turno, ante 37% de Flávio Bolsonaro. Em uma eventual disputa de segundo turno, os percentuais são de 46% e 45%, respectivamente.

Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados nos dois cenários. A pesquisa ouviu 2.006 eleitores entre 18 e 20 de setembro. Pesquisa BTG/Nexus

O mercado financeiro acompanha os levantamentos eleitorais em busca de sinais sobre a condução da política econômica, o equilíbrio das contas públicas e a trajetória da dívida federal a partir de 2027.

Queda do petróleo favorece ambiente de menor aversão ao risco

No exterior, a redução dos preços do petróleo contribuiu para aliviar as preocupações com a inflação global. O barril do Brent recuava cerca de 2,4%, negociado próximo de US$ 101,36.

A desvalorização ocorreu em meio à expectativa de redução das tensões no Oriente Médio e de avanço das negociações diplomáticas. O movimento beneficia países importadores de energia e pode reduzir a pressão para novas elevações de juros nas principais economias.

Embora a queda da commodity possa pressionar empresas petrolíferas de grande peso no Ibovespa, o alívio inflacionário internacional favoreceu, nesta manhã, a busca por ativos de maior risco e por moedas de países emergentes. Folha de S.Paulo

Trump e Xi Jinping devem discutir comércio e tarifas

O encontro previsto entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, também permanece no radar dos mercados. A reunião deve ocorrer na quinta-feira (24).

Os investidores aguardam possíveis avanços relacionados à trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo. Tarifas, comércio, inteligência artificial e questões geopolíticas devem integrar a agenda.

A expectativa de entendimento entre Washington e Pequim ajudou a sustentar as bolsas internacionais. Na pré-abertura de Nova York, o Nasdaq avançava 1,14%, enquanto S&P 500 e Dow Jones subiam aproximadamente 0,66%. Mercados globais

Focus indica outro corte da Selic em 2026

O mercado também avaliou as novas projeções do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. Após a redução da Selic para 13,75% ao ano, os economistas consultados passaram a prever outro corte de 0,25 ponto percentual até dezembro, o que levaria a taxa básica a 13,50%.

A estimativa para o IPCA de 2026, entretanto, subiu de 4,90% para 4,92%. A projeção permanece acima do teto da meta de inflação, fixado em 4,50%.

A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto foi reduzida de 1,89% para 1,88%. O cenário combina desaceleração da atividade, inflação ainda pressionada e expectativas de flexibilização monetária gradual. Money Times

Banco Central mantém rolagem de contratos cambiais

O Banco Central programou para esta segunda-feira um novo leilão regular de rolagem de swap cambial, com oferta de 50 mil contratos com vencimento em 1º de outubro.

O instrumento funciona como uma proteção contra a variação da moeda norte-americana e permite ao BC administrar a liquidez e reduzir movimentos excessivos no mercado de câmbio.

Na sexta-feira (18), o dólar à vista encerrou o pregão com alta de 0,11%, cotado a R$ 5,1451. O Ibovespa caiu 0,41%, aos 185.229 pontos.

Até o encerramento da sessão anterior, a moeda acumulava alta de 0,37% na semana, mas registrava queda de 0,69% em setembro e desvalorização de 6,28% em 2026. Esses percentuais ainda não incorporam integralmente o recuo observado nesta segunda-feira.

IPCA-15 será destaque da agenda econômica

Ao longo da semana, o mercado financeiro acompanhará novos indicadores econômicos no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. No ambiente doméstico, o principal destaque será o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial.

A evolução dos preços será determinante para as expectativas sobre os próximos passos do Comitê de Política Monetária. Também permanecerão no radar o cenário fiscal, as pesquisas eleitorais, a trajetória do petróleo e as negociações comerciais entre Estados Unidos e China.

Fonte: Portal do Agronegócio

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