Mercado Financeiro

Dólar abre em alta e bolsa oscila enquanto guerra no Oriente Médio e preços do petróleo dominam o mercado financeiro

Mercado financeiro brasileiro registra dólar em alta nesta sexta‑feira com impacto de conflitos geopolíticos e decisões econômicas recentes


Publicado em: 20/03/2026 às 10:50hs

Dólar abre em alta e bolsa oscila enquanto guerra no Oriente Médio e preços do petróleo dominam o mercado financeiro
Foto: Freepik
Dólar sobe em meio a tensão internacional

O dólar comercial abriu em alta nesta sexta‑feira (20) frente ao real, com os investidores monitorando de perto a escalada da guerra no Oriente Médio e os impactos sobre os preços do petróleo e a inflação global. Embora os números oficiais de fechamento da manhã ainda não tenham sido divulgados, o dólar já vinha sendo negociado acima de R$ 5,30 em sessões recentes, refletindo aversão ao risco no cenário externo e pressões sobre moedas emergentes. 

A valorização da moeda americana ocorre em meio a preocupações de que o conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã possa interromper fluxos de energia e elevar ainda mais os preços do petróleo no mercado mundial — um fator que tende a pressionar o câmbio e elevar a inflação global. 

Ibovespa mostra volatilidade com influência de commodities

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, tem apresentado oscilações nas últimas sessões. Na quinta‑feira (19), o índice fechou em alta de 0,35% aos 180.270,62 pontos, impulsionado por ações de setores ligados a commodities e pelo movimento de correção após quedas anteriores na semana. 

No entanto, o desempenho do índice segue sensível à evolução dos preços do petróleo e ao sentimento de risco dos investidores. 

Impactos da política monetária e inflação no Brasil

No cenário doméstico, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de redução da taxa Selic, recuando de 15% para 14,75% ao ano recentemente. A medida foi tomada em meio a preocupações com a inflação puxada pelos preços elevados do petróleo — consequência direta da incerteza geopolítica — e com o impacto desse aumento de custo sobre os serviços e produtos. 

O Ministério da Economia também ajustou projeções de inflação para 2026, apontando que os choques nos preços de energia podem elevar as expectativas de inflação, apesar de o crescimento econômico seguir estável. 

Indicadores acumulados no mês e no ano

Na semana, o dólar apresentava leve desvalorização frente ao real, acumulando queda de cerca de 1,86%, segundo dados mais recentes de mercado. No acumulado do mês, a moeda americana subiu cerca de 1,58%, enquanto no ano registrava queda de aproximadamente 4,98% antes da abertura desta sexta‑feira.

Já o Ibovespa acumulava alta de 1,47% na semana, mas permanecia em queda no mês (‑4,51%) e com valorização no ano (+11,88%), reflexo das oscilações nas ações de grandes empresas brasileiras e no humor dos mercados globais.

Fatores externos seguem como principais motores

Analistas destacam que os preços do petróleo e as tensões geopolíticas continuam sendo os principais determinantes do comportamento do câmbio e da bolsa brasileira nesta sexta‑feira. A aversão ao risco no exterior fortalece a moeda americana, enquanto as ações ligadas a commodities energéticas podem ganhar tração na bolsa, dependendo das ações futuras de governos e bancos centrais.

O mercado segue atento às próximas rodadas de decisões de política monetária nos Estados Unidos, Europa e Japão, bem como aos desdobramentos da crise no Oriente Médio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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