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Mercado Financeiro

Bolsas globais avançam, Ibovespa sobe à espera do Copom e commodities agrícolas operam com volatilidade

Alívio das tensões geopolíticas impulsiona mercados internacionais, ações de tecnologia lideram ganhos na Ásia e investidores acompanham decisão sobre a Selic, dólar e desempenho das commodities do agronegócio.


Publicado em: 05/08/2026 às 10:55hs

Bolsas globais avançam, Ibovespa sobe à espera do Copom e commodities agrícolas operam com volatilidade

Mercados globais iniciam o dia em alta com foco em juros, geopolítica e tecnologia

Os mercados financeiros iniciaram esta quarta-feira (5) em clima mais favorável ao risco. O recuo das tensões no Oriente Médio fortaleceu o apetite dos investidores por ativos de renda variável, impulsionando as bolsas da Ásia, sustentando ganhos na Europa e contribuindo para a abertura positiva da Bolsa brasileira.

No Brasil, o Ibovespa opera em alta na expectativa pela decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), enquanto o dólar recua frente ao real. No exterior, o destaque permanece com o forte desempenho das ações ligadas ao setor de semicondutores na China e no Japão, reforçando o protagonismo da tecnologia nos mercados globais.

Além do cenário geopolítico, os investidores acompanham a temporada de balanços corporativos, perspectivas para os juros nas principais economias e o comportamento das commodities, fatores que seguem determinando o humor dos mercados.

Ibovespa sobe com expectativa de corte da Selic

A Bolsa brasileira iniciou os negócios em alta, refletindo o ambiente externo mais positivo e a expectativa pela reunião do Copom.

Por volta da abertura do mercado, o cenário era o seguinte:

  • Ibovespa: +0,57%, aos 178.911 pontos;
  • Dólar comercial: queda de 0,22%, cotado próximo de R$ 5,12;
  • Mercado mantém expectativa majoritária de redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.

As ações de grandes bancos, Petrobras e empresas que divulgaram resultados trimestrais concentram boa parte do fluxo financeiro na B3.

A decisão do Banco Central é considerada o principal evento econômico do dia e poderá influenciar o comportamento dos ativos brasileiros ao longo da semana.

Bolsas europeias refletem melhora do cenário geopolítico

Na Europa, os investidores reagiram positivamente ao arrefecimento das tensões no Oriente Médio.

No início da sessão:

  • DAX (Alemanha): +0,09%;
  • CAC 40 (França): +0,06%;
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,23%.

Apesar da cautela diante da política monetária internacional, o mercado europeu mantém viés positivo diante da redução das preocupações com possíveis impactos sobre o petróleo e o comércio global.

Ásia fecha em forte alta liderada por Japão, Coreia do Sul e setor de chips

O principal destaque do pregão internacional veio da Ásia.

As bolsas encerraram o dia com ganhos expressivos, impulsionadas pela valorização das empresas de semicondutores e pelo ambiente global mais favorável ao risco.

Fechamento das principais bolsas asiáticas:

  • Nikkei (Japão): +3,66%
  • Kospi (Coreia do Sul): +3,76%
  • Xangai (SSEC): +1,47%
  • CSI 300: +1,24%
  • Hang Seng (Hong Kong): +0,24%
  • Taiex (Taiwan): +2,88%
  • S&P/ASX 200 (Austrália): +0,90%
  • Straits Times (Singapura): -0,55%

Os ganhos ocorreram após a redução das preocupações geopolíticas e o fortalecimento das ações ligadas à indústria global de semicondutores.

Setor de chips impulsiona bolsas chinesas

As ações chinesas registraram o maior nível da semana graças ao forte desempenho das empresas fabricantes de chips.

O movimento ganhou força após informações de que empresas sul-coreanas estudam utilizar equipamentos produzidos pela chinesa Advanced Micro-Fabrication Equipment (AMEC) em suas fábricas instaladas na China, como estratégia para reduzir riscos relacionados a eventuais restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos.

O reflexo foi imediato:

  • AMEC avançou cerca de 13%;
  • Índice das empresas chinesas de equipamentos para semicondutores disparou aproximadamente 10%;
  • Índice das fabricantes de chips acumulou alta próxima de 8%.

Por outro lado, empresas chinesas produtoras de módulos ópticos encerraram o pregão em queda após notícias de que os Estados Unidos avaliam ampliar restrições à importação de determinados componentes destinados a centros de processamento de dados.

Petróleo recua e pressiona ações do setor de energia

O avanço das negociações diplomáticas envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã também provocou queda nas cotações internacionais do petróleo.

Com isso, empresas do setor de energia negociadas nas bolsas da China e de Hong Kong apresentaram desempenho mais fraco durante a sessão.

A redução do prêmio de risco geopolítico tende a aliviar pressões inflacionárias globais, mas diminui a atratividade das companhias petrolíferas no curto prazo.

Commodities agrícolas operam com volatilidade

No mercado agrícola internacional, os contratos futuros negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentam oscilações moderadas.

O comportamento dos preços continua sendo influenciado pelo clima nos Estados Unidos, perspectivas da safra sul-americana, demanda chinesa e variações cambiais.

Panorama das principais commodities:

  • Soja (CBOT): contratos futuros entre US$ 11,69 e US$ 11,78 por bushel, em leve retração;
  • Milho: mercado físico brasileiro segue próximo de R$ 65,17 por saca, segundo referência do Cepea/B3;
  • Café robusta: indicador Cepea permanece ao redor de R$ 1.095 por saca, sustentado pela oferta limitada;
  • Boi gordo: média próxima de R$ 354/@ em São Paulo e R$ 336/@ em Mato Grosso do Sul.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre dólar mais fraco, expectativa de redução da Selic e estabilidade das commodities continua sendo acompanhada de perto por produtores, exportadores e investidores.

Mercado acompanha decisões que podem definir o rumo dos ativos

O restante do pregão deve permanecer marcado por elevada volatilidade. Além da decisão do Copom, investidores monitoram novos balanços corporativos, indicadores econômicos internacionais e o comportamento dos preços das commodities.

Caso o Banco Central confirme a expectativa predominante de redução da Selic, o mercado poderá reagir positivamente, favorecendo ativos de renda variável e setores ligados ao consumo e ao agronegócio. No cenário externo, a continuidade da melhora nas relações geopolíticas e a força do setor global de tecnologia permanecem como os principais vetores para as bolsas internacionais nesta quarta-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

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