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Internacional

Economia global deve crescer 3% em 2026, mas petróleo, inflação e dívida mantêm alerta do FMI

Fundo avalia que a atividade mundial absorveu melhor do que o esperado o choque energético provocado pela guerra no Oriente Médio, porém vê riscos elevados para o crescimento global


Publicado em: 10/09/2026 às 19:40hs

Economia global deve crescer 3% em 2026, mas petróleo, inflação e dívida mantêm alerta do FMI

A economia mundial permanece a caminho de crescer aproximadamente 3% em 2026, apesar dos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os mercados de energia. A avaliação é do Fundo Monetário Internacional (FMI), que reconheceu a resiliência da atividade global, mas alertou para a continuidade de riscos capazes de limitar a expansão nos próximos meses.

Segundo o organismo internacional, a economia absorveu o choque provocado pela alta do petróleo e do gás natural de maneira mais favorável do que se previa inicialmente. No entanto, o cenário ainda exige cautela, especialmente diante das pressões inflacionárias, do aumento do endividamento e das incertezas geopolíticas.

Choque nos preços de energia ainda não terminou

A porta-voz do FMI, Julie Kozack, afirmou que os preços do petróleo e do gás continuam elevados e que os impactos energéticos da guerra no Oriente Médio ainda não foram totalmente superados.

A permanência das cotações em níveis altos pode pressionar custos de produção, transportes e alimentos, além de dificultar o trabalho dos bancos centrais no controle da inflação. Países dependentes da importação de energia tendem a enfrentar efeitos mais intensos sobre as contas externas e a atividade econômica.

O encarecimento dos combustíveis também representa um fator de atenção para o agronegócio, por elevar despesas relacionadas ao transporte de cargas, ao funcionamento de máquinas agrícolas, à produção de fertilizantes e à logística das exportações.

Inflação global interrompe trajetória de desaceleração

Outro ponto de preocupação destacado pelo FMI é a perda de ritmo no processo de desinflação iniciado após a crise do custo de vida registrada em 2022.

As expectativas para a inflação mundial voltaram a subir, embora permaneçam ancoradas no longo prazo, segundo Kozack. Esse ambiente pode levar as autoridades monetárias a manter os juros elevados por mais tempo, restringindo o crédito e reduzindo os investimentos.

Uma política monetária mais apertada também aumenta os custos financeiros de empresas, governos e consumidores, com possíveis impactos sobre o consumo e o crescimento econômico.

Endividamento amplia vulnerabilidade da economia mundial

O avanço da dívida global aparece entre os principais riscos apontados pelo Fundo. Taxas de juros elevadas tornam o financiamento mais caro e aumentam o peso do serviço da dívida, sobretudo em economias emergentes e países com menor espaço fiscal.

A combinação entre endividamento crescente, inflação resistente e energia cara reduz a capacidade dos governos de adotar medidas para estimular a economia ou responder a novas crises.

Crescimento de 3% confirma resiliência, mas cenário exige cautela

A projeção de expansão próxima de 3% em 2026 indica que a economia global continua crescendo mesmo diante das tensões geopolíticas e das turbulências nos mercados de energia. O desempenho, contudo, permanece sujeito a mudanças no conflito do Oriente Médio, no preço do petróleo e na condução das políticas monetárias.

Para o FMI, a manutenção das expectativas inflacionárias sob controle é um sinal positivo. Ainda assim, a persistência dos riscos relacionados à energia, à dívida e ao custo de vida mantém o ambiente econômico internacional marcado pela incerteza.

Fonte: Portal do Agronegócio

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