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Açúcar tem preços mistos em Nova York, enquanto chuvas restringem oferta no Brasil

Contrato outubro/26 recua no início da semana, mas março/27 avança; no mercado paulista, cristal acumula alta de 6,04% em setembro apesar da queda na sexta-feira


Publicado em: 29/09/2026 às 11:15hs

Açúcar tem preços mistos em Nova York, enquanto chuvas restringem oferta no Brasil

O mercado de açúcar começou a semana sem direção única na Bolsa de Nova York. O contrato outubro/26 do açúcar bruto encerrou o pregão eletrônico a 17,46 centavos de dólar por libra-peso, queda de 0,22% em relação ao fechamento anterior. Março/27, por sua vez, avançou 0,32%, para 18,56 centavos por libra-peso.

A diferença entre os vencimentos reflete um mercado atento a forças opostas. As chuvas recentes atrasaram a colheita e a moagem de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil, restringindo a oferta no curto prazo. Ao mesmo tempo, sinais de demanda física mais fraca e a redução da estimativa de déficit global limitam as apostas em novas altas.

Chuva sustenta o açúcar cristal no mercado interno

Segundo o Cepea, as interrupções na colheita reduziram a disponibilidade de açúcar cristal branco e contribuíram para a elevação das cotações nas últimas semanas. Pesquisadores do centro também apontam que a revisão para baixo das projeções da safra 2026/27 no Centro-Sul pode manter a oferta doméstica restrita nos próximos meses.

Esse movimento não impede oscilações diárias. Na sexta-feira (25), o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, caiu 0,42%, para R$ 120,62 por saca de 50 quilos. Mesmo após o recuo, a referência acumulava alta de 6,04% em setembro.

O etanol hidratado também terminou a sexta-feira em baixa em Paulínia (SP). O indicador diário ficou em R$ 2.655,00 por metro cúbico, queda de 0,52% no dia, mas com avanço acumulado de 7,47% no mês.

Bolsas encerraram a sexta-feira em queda

Antes da abertura mista desta semana, o açúcar havia fechado a sexta-feira (25) em baixa nas bolsas internacionais. Em Nova York, o contrato outubro/26 terminou a 17,50 centavos de dólar por libra-peso, enquanto março/27 fechou a 18,50 centavos e maio/27, a 17,97 centavos.

Na Bolsa de Londres, o açúcar branco também recuou. O contrato dezembro/26 encerrou a US$ 502,60 por tonelada, queda de US$ 7,30, e março/27 fechou a US$ 515,20 por tonelada, baixa de US$ 5,00.

Entre os fatores que pressionaram as cotações está a revisão da StoneX para o balanço mundial de açúcar em 2026/27. A consultoria reduziu sua projeção de déficit de 1,7 milhão para 900 mil toneladas. A expectativa de entregas elevadas no vencimento outubro em Nova York também manteve a demanda física no foco dos investidores.

Petróleo, câmbio e clima seguem no radar

Na abertura da semana, a alta de mais de 3% do petróleo ofereceu algum suporte aos contratos de açúcar: combustíveis mais caros podem melhorar a atratividade do etanol e influenciar a decisão das usinas sobre o destino da cana. Em sentido contrário, a desvalorização do real frente ao dólar tende a favorecer as exportações brasileiras e a ampliar a competitividade do açúcar do país no mercado internacional.

Para os próximos pregões, o ritmo da moagem no Centro-Sul será decisivo. A continuidade das chuvas pode prolongar a restrição de oferta, enquanto a previsão de tempo mais seco para o restante de setembro aponta para a possibilidade de retomada dos trabalhos no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

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