Açúcar sobe em Nova York, oscila em Londres e cristal cai para R$ 120,08 no Brasil
Revisão da StoneX reduz estimativa de déficit global para 900 mil toneladas; no mercado paulista, indicador do Cepea recua 0,59%, mas ainda acumula alta de 5,56% em setembro
Publicado em: 24/09/2026 às 11:40hs
O mercado de açúcar encerrou a quarta-feira (23) sem direção única. Os contratos do açúcar bruto avançaram na Bolsa de Nova York, enquanto o açúcar branco apresentou desempenho misto em Londres. No Brasil, o açúcar cristal recuou no mercado paulista, acompanhado pela queda do etanol hidratado.
As negociações internacionais foram influenciadas pela revisão da StoneX para o balanço mundial da commodity. A consultoria reduziu de 1,7 milhão para 900 mil toneladas sua projeção de déficit global de açúcar na temporada 2026/27.
Açúcar bruto sobe na Bolsa de Nova York
Na ICE Futures U.S., os contratos do açúcar bruto terminaram a sessão em alta.
O vencimento outubro de 2026 avançou 0,16 centavo e fechou cotado a 17,75 centavos de dólar por libra-peso. O contrato março de 2027 ganhou 0,24 centavo, para 18,80 centavos de dólar por libra-peso.
Maio de 2027 também subiu 0,24 centavo e encerrou o pregão a 18,23 centavos de dólar por libra-peso. Nos demais vencimentos, os ganhos variaram entre 0,01 e 0,19 centavo.
O avanço em Nova York indica que, apesar da redução projetada para o déficit global, os riscos climáticos e produtivos ainda oferecem sustentação às cotações.
Açúcar branco tem desempenho misto em Londres
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco apresentou variações distintas entre os contratos.
O vencimento dezembro de 2026 caiu US$ 1,90 e terminou negociado a US$ 506 por tonelada. Março de 2027, por outro lado, avançou US$ 2,60, para US$ 519,20 por tonelada.
O contrato maio de 2027 registrou alta de US$ 4 e fechou a US$ 523,90 por tonelada. Agosto de 2027 encerrou a sessão cotado a US$ 520,10, enquanto outubro do mesmo ano ficou em US$ 515,90 por tonelada.
Nos contratos mais longos, dezembro de 2027 terminou a US$ 514,20, março de 2028 a US$ 514 e maio de 2028 a US$ 511,20 por tonelada.
Açúcar cristal cai no mercado paulista
No mercado interno, o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ recuou 0,59% no fechamento da quarta-feira.
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 120,08, equivalente a US$ 23,24. Apesar da queda diária, o indicador ainda acumula valorização de 5,56% em setembro.
O desempenho mensal mostra que o açúcar cristal mantém parte dos ganhos recentes, mesmo com a correção observada na sessão.
Etanol hidratado recua em Paulínia
O etanol hidratado também encerrou o dia em baixa. Em Paulínia, no interior de São Paulo, o biocombustível foi negociado a R$ 2.691,50 por metro cúbico, recuo diário de 0,17%.
No acumulado de setembro, entretanto, o indicador conserva alta de 8,95%, refletindo a valorização registrada nas semanas anteriores.
StoneX reduz projeção de déficit global
A StoneX revisou de 1,7 milhão para 900 mil toneladas sua estimativa de déficit mundial de açúcar em 2026/27. A atualização considera a expectativa de moagem recorde de cana-de-açúcar no Centro-Sul brasileiro na próxima temporada.
A perspectiva de maior processamento no Brasil pode ampliar a disponibilidade da commodity e reduzir o desequilíbrio entre produção e consumo no mercado internacional.
Ainda assim, o setor permanece atento ao clima e ao desempenho agrícola das principais regiões produtoras. Alterações na produtividade da cana, no teor de açúcar e no direcionamento das usinas entre açúcar e etanol poderão modificar novamente o balanço global ao longo da temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
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