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Açúcar sobe em Nova York e Londres com chuvas no Centro-Sul; cristal chega a R$ 120,79 por saca

Recuperação das cotações internacionais acompanha preocupações com atrasos na colheita e na moagem da cana. No mercado paulista, açúcar cristal acumula alta de 6,19% em setembro.


Publicado em: 23/09/2026 às 11:40hs

Açúcar sobe em Nova York e Londres com chuvas no Centro-Sul; cristal chega a R$ 120,79 por saca

Os preços do açúcar fecharam em alta nesta terça-feira (22) nas bolsas de Nova York e Londres. O movimento foi associado à recuperação técnica após perdas recentes e à preocupação de operadores com as chuvas no Centro-Sul do Brasil, que podem atrasar a colheita e a moagem da cana-de-açúcar.

No mercado interno, o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ, em São Paulo, avançou 0,55%, para R$ 120,79 por saca de 50 quilos. A valorização acumulada em setembro chegou a 6,19%.

Açúcar bruto se recupera em Nova York

Na ICE Futures U.S., o contrato de açúcar bruto para outubro de 2026 encerrou o pregão a 17,59 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,11 centavo, ou 0,62%. Durante a sessão, a posição chegou a 17,11 centavos, seu menor patamar intradiário em três meses.

O vencimento março de 2027 subiu para 18,56 centavos por libra-peso, avanço de 0,92%. Maio de 2027 fechou a 17,99 centavos e julho de 2027, a 17,72 centavos, também em alta.

Além da correção após a queda recente, operadores apontaram cobertura de posições vendidas diante do risco de que as chuvas reduzam o ritmo de processamento da cana no Centro-Sul. A referência de outubro permanece abaixo da máxima de 18,88 centavos por libra-peso registrada em 10 de setembro.

Açúcar branco também avança em Londres

Na ICE Futures Europe, o contrato de açúcar branco para dezembro de 2026 fechou a US$ 507,90 por tonelada, alta de US$ 0,40. A posição março de 2027 avançou US$ 1,80, para US$ 516,60 por tonelada, enquanto maio de 2027 terminou a US$ 519,90, com ganho de igual valor.

O vencimento agosto de 2027 subiu US$ 1,70 e encerrou a US$ 516,90 por tonelada. Os contratos mais longos registraram ganhos de até US$ 5,90.

Menor oferta imediata sustenta preços no Brasil

Segundo análise publicada pelo Notícias Agrícolas, as chuvas no Centro-Sul têm limitado o avanço da colheita e podem restringir a oferta de açúcar no curto prazo. A menor disponibilidade no mercado à vista contribui para a valorização do cristal branco.

Na terça-feira, o indicador CEPEA/ESALQ equivalia a US$ 23,67 por saca. Pesquisadores do Cepea avaliam que algumas usinas poderão estender a moagem até fevereiro, conforme a evolução das condições de campo.

Em Paulínia (SP), o Indicador Diário do Etanol Hidratado seguiu direção oposta à do açúcar e recuou 0,57%, para R$ 2.696,00 por metro cúbico. Mesmo após a queda diária, acumula alta de 9,13% em setembro.

Para os próximos meses, o mercado acompanha os efeitos do clima sobre a produção brasileira e a oferta global. Analistas citam o El Niño como um fator de risco para a safra 2026/27, embora a dimensão de seus possíveis impactos ainda seja incerta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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