Publicado em: 26/06/2026 às 11:33hs
O mercado internacional do açúcar encerrou a quinta-feira (25) sem uma tendência definida. Enquanto os contratos negociados na Bolsa de Nova York registraram valorização, o mercado de Londres apresentou oscilações discretas, refletindo o equilíbrio entre a ampla oferta global e as preocupações com as condições climáticas em importantes regiões produtoras.
No Brasil, o cenário foi mais positivo. Os indicadores do açúcar cristal e do etanol hidratado voltaram a subir, reforçando a recuperação observada nas últimas sessões do mercado doméstico.
Na ICE Futures US, os principais vencimentos do açúcar bruto encerraram o pregão em alta. O contrato com vencimento em julho de 2026 avançou 0,13 ponto, fechando cotado a 13,55 cents de dólar por libra-peso.
O vencimento outubro de 2026 subiu 0,08 ponto, para 14,10 cents/lbp, enquanto o contrato março de 2027 ganhou 0,05 ponto e encerrou o dia em 15,00 cents/lbp. Os vencimentos mais longos oscilaram pouco e permaneceram próximos da estabilidade.
Na ICE Futures Europe, o açúcar branco teve uma sessão de baixa volatilidade.
O contrato agosto de 2026 recuou US$ 0,10, encerrando cotado a US$ 444,70 por tonelada. Já o vencimento outubro de 2026 avançou US$ 0,20, para US$ 438,20, enquanto dezembro de 2026 registrou alta de US$ 0,40, fechando a US$ 435,00 por tonelada.
Os demais contratos apresentaram variações limitadas, alternando leves altas e baixas ao longo do pregão.
No mercado físico nacional, o Indicador CEPEA/ESALQ apontou valorização para o açúcar cristal branco comercializado no estado de São Paulo.
A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,73, alta de 0,31% em relação ao fechamento anterior.
Apesar da recuperação diária, o indicador ainda acumula retração de 0,29% no mês de junho, refletindo a maior disponibilidade de produto no mercado interno durante o período de safra.
O mercado de biocombustíveis também encerrou o dia em alta.
O Indicador Diário Paulínia apontou o etanol hidratado em R$ 2.375,50 por metro cúbico, avanço de 0,17% frente ao pregão anterior.
Com o novo resultado positivo, o combustível renovável passou a acumular valorização de 1,02% em junho, consolidando um movimento consistente de recuperação observado nas últimas semanas.
O comportamento das cotações internacionais continua sendo influenciado por fatores econômicos e climáticos.
Entre os elementos que limitam uma recuperação mais intensa dos preços está a reabertura do Estreito de Ormuz, que reduz custos logísticos e melhora as condições para o fluxo do comércio internacional. Paralelamente, a valorização recente do dólar aumenta a competitividade das exportações dos principais produtores mundiais, ampliando a pressão sobre as cotações.
Por outro lado, o clima na Índia segue oferecendo sustentação ao mercado. O déficit de chuvas durante a temporada de monções permanece elevado, aumentando as preocupações com o desenvolvimento das lavouras e com o potencial produtivo da próxima safra.
As previsões indicam que o país pode enfrentar uma das temporadas de monções mais fracas da última década, cenário que mantém os investidores atentos à evolução das condições climáticas e ajuda a evitar quedas mais expressivas nas cotações internacionais do açúcar.
Para os próximos dias, o mercado deverá permanecer sensível à evolução das condições climáticas na Índia, ao comportamento do dólar e às expectativas para a oferta global de açúcar. No Brasil, o avanço da moagem da cana-de-açúcar e o desempenho da demanda por etanol continuarão sendo fatores decisivos para a formação dos preços no mercado interno, em um cenário que tende a manter elevada a volatilidade das negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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