Açúcar cai em Nova York com demanda no radar; contratos de Londres avançam
Mercado internacional fechou a quinta-feira (24) em direções opostas, enquanto chuvas no Brasil e estimativas para a oferta global seguem sob atenção
Publicado em: 28/09/2026 às 11:40hs
Os preços do açúcar encerraram a quinta-feira (24) em direções opostas nas bolsas internacionais. O açúcar bruto caiu em Nova York, em meio à cautela com a demanda, enquanto os primeiros contratos do açúcar branco avançaram em Londres. As chuvas que afetam o ritmo da moagem no Centro-Sul do Brasil também permaneceram no radar do mercado.
Açúcar bruto fecha em queda em Nova York
Na ICE Futures U.S., o contrato do açúcar bruto para outubro de 2026 recuou 0,17 centavo de dólar, para 17,58 centavos por libra-peso. O vencimento março de 2027 caiu 0,19 centavo, a 18,61 centavos por libra-peso.
Os contratos para maio, julho e outubro de 2027 também fecharam em baixa, cotados a 18,06, 17,78 e 17,86 centavos por libra-peso, respectivamente.
Açúcar branco sobe em Londres
Na bolsa de Londres, o contrato do açúcar branco para dezembro de 2026 avançou US$ 3,90, encerrando a US$ 509,90 por tonelada. Março de 2027 subiu US$ 2,60, para US$ 520,20 por tonelada, e maio de 2027 teve alta de US$ 0,30, a US$ 524,20 por tonelada.
Açúcar cristal sobe em São Paulo; etanol recua
No mercado paulista, o Indicador do Açúcar Cristal Branco CEPEA/ESALQ foi cotado a R$ 121,13 por saca de 50 quilos, alta de 0,87% no dia. Em setembro, a valorização acumulada chegou a 6,49%.
Já o etanol hidratado negociado em Paulínia (SP) recuou 0,84% no fechamento, para R$ 2.669,00 por metro cúbico. Apesar da queda diária, o indicador acumulava alta de 8,03% no mês.
Segundo análise publicada pelo Notícias Agrícolas, os sinais de demanda têm limitado a sustentação do açúcar bruto em Nova York. Ao mesmo tempo, o atraso da moagem no Centro-Sul e os riscos climáticos em outras regiões produtoras mantêm a oferta sob atenção. A StoneX reduziu sua projeção de déficit global para a safra 2026/27 a 900 mil toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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