Publicado em: 11/06/2026 às 11:40hs
O mercado do açúcar registrou mais um dia de desvalorização nesta quarta-feira (10), refletindo o cenário de ampla oferta global e o avanço da produção nos principais países exportadores. As cotações recuaram nas bolsas internacionais de Nova York e Londres, enquanto os indicadores brasileiros de açúcar cristal e etanol também encerraram o pregão em queda.
A pressão vendedora continua predominando entre os agentes do setor, que acompanham o bom desempenho das safras em importantes regiões produtoras e a perspectiva de maior disponibilidade do produto no mercado mundial.
Na ICE Futures US, em Nova York, os contratos futuros do açúcar bruto ampliaram as perdas e atingiram os menores patamares das últimas semanas.
O contrato com vencimento em julho de 2026 encerrou o pregão cotado a 13,92 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 0,16 ponto. Já o vencimento outubro de 2026 fechou em 14,39 centavos por libra-peso, com queda de 0,13 ponto.
Para março de 2027, o contrato terminou negociado a 15,25 centavos de dólar por libra-peso, acumulando desvalorização de 0,17 ponto. Os demais vencimentos também registraram desempenho negativo ao longo da sessão.
Analistas apontam que o mercado segue reagindo aos sinais de crescimento da oferta global, fator que tem limitado movimentos de recuperação dos preços internacionais.
Na ICE Futures Europe, em Londres, o açúcar branco também encerrou o dia em queda.
O contrato agosto de 2026 fechou cotado a US$ 443,90 por tonelada, baixa de US$ 1,10. O vencimento outubro de 2026 recuou US$ 1,60, encerrando a US$ 437,70 por tonelada.
Já o contrato dezembro de 2026 registrou perda de US$ 2,70, fechando o pregão a US$ 435,10 por tonelada. As demais posições negociadas também apresentaram retração.
O movimento reforça a percepção de que os fundamentos de oferta continuam sendo o principal direcionador do mercado internacional neste momento.
No mercado físico brasileiro, os preços também voltaram a ceder.
De acordo com o indicador do açúcar cristal branco do CEPEA/ESALQ, referência para o estado de São Paulo, a saca de 50 quilos foi negociada a R$ 92,35, representando queda diária de 0,59%.
Com o resultado, o indicador acumula retração de 0,70% nos primeiros dias de junho, refletindo o aumento da oferta e a postura mais cautelosa dos participantes do mercado.
O mercado de etanol acompanhou o movimento de acomodação observado no setor sucroenergético.
Segundo o Indicador Diário Paulínia, o etanol hidratado foi negociado a R$ 2.318,50 por metro cúbico, registrando recuo de 0,13% em relação ao dia anterior.
No acumulado de junho, a queda já chega a 1,40%, acompanhando a maior disponibilidade do combustível e a dinâmica mais moderada da demanda.
Apesar da recente desvalorização do real frente ao dólar, fator que aumenta a competitividade do açúcar brasileiro no mercado internacional e favorece as exportações, o cenário de oferta segue predominando sobre as cotações.
De acordo com análises do mercado, a recuperação dos preços do petróleo ajudou a limitar perdas mais expressivas ao fortalecer a competitividade do etanol frente aos combustíveis fósseis. No entanto, os investidores continuam concentrados nos fundamentos de produção e nos volumes disponíveis para exportação.
Com a safra avançando no Brasil e perspectivas positivas para outros grandes produtores globais, o mercado permanece atento aos próximos dados de produção e exportação, que deverão continuar influenciando a direção dos preços nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
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