Outros

Tecnologias de Nova Geração Ajudam Plantas a Enfrentar Extremos Climáticos e Garantir Produtividade

Soluções fisiológicas e nutricionais fortalecem a resiliência das lavouras frente à seca e calor excessivo


Publicado em: 24/02/2026 às 07:30hs

Tecnologias de Nova Geração Ajudam Plantas a Enfrentar Extremos Climáticos e Garantir Produtividade
Foto: Fortgreen

Com o avanço das mudanças climáticas e a irregularidade das chuvas, o produtor rural enfrenta um desafio crescente: proteger a rentabilidade da lavoura diante de janelas de plantio instáveis e picos de temperatura. A nova geração de tecnologias agrícolas vem oferecendo alternativas para que as plantas ativem seus próprios mecanismos de defesa, reduzindo perdas e mantendo o desempenho mesmo sob estresse térmico e hídrico.

De acordo com João Vidotto, gerente de Desenvolvimento de Mercado e Produtos da Fortgreen, a agricultura moderna precisa ir além da genética das sementes e da adubação tradicional.

“O produtor compra uma semente com potencial para produzir até 100 sacas por hectare, mas se ela enfrentar dois ou três períodos de estresse sem proteção, esse teto produtivo cai. As tecnologias nutricionais atuais funcionam como um ‘seguro biológico’, mantendo a planta ativa mesmo em condições adversas”, explica o especialista.

O impacto do estresse climático nas lavouras

Temperaturas elevadas, excesso ou falta de água e períodos prolongados de nebulosidade fazem com que a planta entre em modo de sobrevivência. Nesse estágio, ela fecha os estômatos (poros das folhas), reduz a fotossíntese e interrompe a formação de flores e vagens — o que representa queda direta na produtividade.

Sem proteção fisiológica, o processo de recuperação pode levar dias. Já com o uso de tecnologias de manejo fisiológico, a planta retoma rapidamente suas funções metabólicas, reduzindo o impacto do estresse sobre o rendimento da safra.

Duas frentes tecnológicas para proteger a lavoura

Segundo Vidotto, o manejo nutricional moderno atua como uma “vacina” contra as oscilações do clima. Duas abordagens principais vêm ganhando espaço no campo:

Aceleradores de metabolismo e raiz – compostos à base de substâncias húmicas de alta pureza, que funcionam como um “segundo motor” para a planta. Eles estimulam a produção de clorofila e o crescimento de raízes mais profundas, permitindo melhor aproveitamento da luz solar e busca de água em camadas mais profundas do solo.

“É a diferença entre uma planta que murcha ao meio-dia e outra que segue ativa”, comenta Vidotto.

Ativadores enzimáticos antioxidantes – elementos como manganês, cobre, zinco e selênio atuam na eliminação de compostos tóxicos gerados pelo calor e por outros estresses ambientais. Isso mantém o metabolismo equilibrado e evita o envelhecimento precoce dos tecidos vegetais.

Eficiência no uso de nutrientes e adaptação climática

A adaptação fisiológica das plantas deixou de ser um diferencial e se tornou uma necessidade estratégica para manter margens de lucro em tempos de instabilidade climática. O mercado já oferece soluções específicas que potencializam as trocas gasosas e a absorção de nutrientes.

Um exemplo é o BlackGold, tecnologia que utiliza ácidos húmicos e fúlvicos extraídos da Leonardita Americana, promovendo maior eficiência no uso de água e nutrientes e reduzindo os efeitos da seca.

No campo da proteção antioxidante, a Linha Special Dry (SD) entrega nutrientes com precisão, respeitando as exigências fisiológicas de cada fase da planta. O FGPhotonSD atua no início do ciclo da soja, equilibrando a relação manganês/zinco essencial ao desenvolvimento. Já o PlenonSD e o MaxxionSD reforçam a proteção durante a florada e frutificação, enquanto o SelênionSD usa selênio como agente antiestresse no enchimento dos grãos.

Gestão climática como pré-requisito para produtividade

O uso dessas tecnologias reflete uma mudança de mentalidade no agronegócio brasileiro. A gestão fisiológica e nutricional da lavoura passou a ser um pré-requisito para a sustentabilidade e a estabilidade de produção.

“Adaptar a planta ao clima não é mais um diferencial competitivo — é uma necessidade. Quem não protege a fisiologia da lavoura assume um risco financeiro que a genética, sozinha, não consegue compensar”, finaliza Vidotto.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias
/* */ --