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Indústria de artefatos de borracha atinge US$ 4,1 bilhões em 2025 e reforça papel estratégico na indústria brasileira

Setor abastece cadeias essenciais como automotiva, agronegócio, mineração e construção civil e enfrenta aumento da concorrência internacional com avanço das importações


Publicado em: 22/06/2026 às 15:00hs

Indústria de artefatos de borracha atinge US$ 4,1 bilhões em 2025 e reforça papel estratégico na indústria brasileira

A indústria brasileira de artefatos de borracha registrou um consumo aparente de US$ 4,1 bilhões em 2025, consolidando sua relevância na base da transformação industrial do país. O segmento é considerado estratégico por atender setores fundamentais da economia, como automotivo, agronegócio, mineração, construção civil, saneamento, energia, transporte e bens de consumo.

Com mais de 4,2 mil empresas em operação e a geração de cerca de 48,7 mil empregos diretos, o setor mantém papel relevante na estrutura produtiva nacional, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (ABIARB) e do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha e da Reforma de Pneus no Estado de São Paulo (SINDIBOR).

Segmentos mais representativos da cadeia de borracha

O levantamento do setor aponta a seguinte distribuição entre os principais produtos fabricados:

  • Correias transportadoras e de transmissão: 17,6%
  • Mangueiras, tubos e canos: 16,4%
  • Compostos e semiacabados não vulcanizados: 14,4%
  • Peças automotivas, capachos e tapetes: 11,2%
  • Juntas, gaxetas, coxins e sistemas de vedação: 10%

Esses segmentos refletem a forte integração da indústria de artefatos de borracha com cadeias produtivas industriais e agrícolas.

Expobor 2026 será vitrine de inovação e negócios do setor

A dinâmica e os desafios do setor estarão em destaque na Expobor 2026, principal feira latino-americana da cadeia de artefatos de borracha.

O evento reunirá fabricantes, fornecedores, transformadores, centros de pesquisa e especialistas para debater temas como inovação, sustentabilidade, comércio exterior e competitividade industrial.

Organizada pela Francal, a feira também será realizada em paralelo à Pneushow, ampliando o ecossistema de negócios da cadeia.

Produção nacional perde participação para importados

Apesar da relevância econômica, o setor enfrenta pressão crescente da concorrência internacional. Em 2024, a produção brasileira somou US$ 2,7 bilhões, com queda de 10% em relação ao período anterior.

No mesmo período:

  • Importações cresceram 12%, atingindo US$ 1,7 bilhão
  • Exportações totalizaram US$ 372 milhões

O cenário reforça a perda de participação da indústria nacional no consumo interno ao longo das últimas duas décadas.

Participação da indústria nacional cai de 91% para 58%

Em 2006, os fabricantes brasileiros respondiam por 91% do consumo aparente do país. Atualmente, essa participação caiu para 58%, enquanto os produtos importados passaram a representar 42% do mercado.

A China se destaca como principal fornecedora, com cerca de 25% das importações, seguida pelos Estados Unidos (14%). Países como Índia, Tailândia, Vietnã e Indonésia também ampliaram presença no mercado brasileiro.

Exportações têm América Latina como principal destino

No comércio exterior, a América Latina segue como principal mercado para os produtos brasileiros. A Argentina lidera as compras, com cerca de 35% das exportações do setor, seguida pelos Estados Unidos (14%).

Também se destacam como destinos relevantes:

  • Peru
  • Chile
  • Colômbia
  • Paraguai
  • México
Setor defende estratégia para ampliar competitividade

Para Reynaldo Lopes Megna, presidente executivo da ABIARB e do SINDIBOR, o fortalecimento da indústria passa por diferenciação e inovação.

Segundo ele, atributos como engenharia, customização, rapidez na entrega e assistência técnica são diferenciais competitivos que precisam ser valorizados pelo setor nacional.

Arena de conhecimento e inovação na Expobor 2026

A programação da Expobor contará ainda com a Arena de Conhecimento, que discutirá temas estratégicos como reforma tributária, inteligência artificial aplicada à indústria, economia circular, geopolítica e escassez de mão de obra.

O evento também terá espaço dedicado a startups, com curadoria da FIESP, reforçando a integração entre inovação e indústria tradicional.

Com isso, a feira busca ampliar o debate sobre competitividade e o futuro da cadeia de artefatos de borracha no Brasil e na América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

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