Suplementação na transição da seca para as águas ajuda a preservar peso e reprodução do rebanho
Retomada das chuvas exige atenção à qualidade do pasto e às necessidades dos bovinos; planejamento nutricional favorece a recuperação corporal e o aproveitamento da forragem.
Publicado em: 05/11/2026 às 15:30hs
A chegada das chuvas e o reverdecimento das pastagens não garantem, por si só, alimentação suficiente para os bovinos. Na transição da seca para as águas, a suplementação do rebanho precisa acompanhar a recuperação do capim e as exigências de cada categoria animal para evitar perdas de peso e comprometimento do desempenho reprodutivo.
Após o período de menor disponibilidade de alimento, os animais podem apresentar deficiências de proteína e energia. Mesmo com o surgimento das primeiras rebrotas, o elevado teor de água da forragem pode limitar o consumo de matéria seca, especialmente entre bovinos com maiores necessidades nutricionais.
Pasto verde exige avaliação antes de reduzir o suplemento
A aparência da pastagem deve ser analisada em conjunto com a quantidade de alimento disponível e sua capacidade de atender ao rebanho. Interromper a suplementação antes da recuperação efetiva do pasto pode dificultar a recomposição do peso e do escore corporal.
Segundo Elton Vieira, supervisor técnico de Nutrição da Supremax, a estratégia deve considerar a qualidade e a disponibilidade da forragem, o peso dos animais, a condição corporal e as metas da propriedade.
Proteína, energia, fósforo, sódio e outros minerais estão entre os componentes que merecem atenção nessa etapa. A definição do suplemento depende da avaliação dessas necessidades e das condições de alimentação de cada lote.
Necessidades nutricionais variam entre cria, recria e terminação
O planejamento nutricional deve respeitar as diferenças entre as fases produtivas. Conforme Vieira, bezerros e animais em recria precisam de nutrientes que sustentem o crescimento e o desenvolvimento muscular. Na terminação, o aporte energético ganha importância, enquanto a alimentação das matrizes deve acompanhar o estágio reprodutivo e a condição corporal.
Quando essas exigências não são atendidas, os efeitos podem incluir crescimento mais lento, atraso no abate e redução do desempenho reprodutivo. Nas matrizes, a deficiência alimentar pode prejudicar as taxas de concepção e prolongar o intervalo entre partos.
A nutrição equilibrada também favorece a atividade dos microrganismos do rúmen e o aproveitamento da forragem. Dessa forma, o rebanho pode responder melhor à recuperação das pastagens.
Ajuste da lotação deve acompanhar a recuperação do capim
Além da escolha do suplemento, o manejo da pastagem influencia o resultado da transição. Superestimar a oferta de alimento e elevar rapidamente o número de animais por área pode criar um desequilíbrio entre a disponibilidade de capim e a demanda do rebanho.
Entre os principais cuidados destacados pelo especialista estão:
- Planejar a alimentação antes do início das chuvas.
- Avaliar a quantidade e a qualidade da forragem disponível.
- Monitorar o peso e o escore corporal dos animais.
- Ajustar o suplemento conforme a categoria e a evolução do pasto.
- Adequar gradualmente a lotação das áreas.
- Manter reservas alimentares para períodos de oscilação na oferta de capim.
O acompanhamento permite corrigir a estratégia ao longo das semanas, conforme a resposta dos animais e as mudanças nas condições da propriedade.
Soluções nutricionais devem atender às demandas de cada lote
A Supremax informa que dispõe de produtos destinados a diferentes fases da produção. O portfólio inclui Conversão Max, Max Boi, Recria Max e Proteinado 30%, voltados à cria e à recria; Ração Top Creep, para bezerros; IATF Max, direcionado às matrizes; e Ração Dieta Total, para terminação.
A escolha, porém, deve estar vinculada às necessidades identificadas no rebanho. Na avaliação de Vieira, observar a resposta dos animais e ajustar o manejo nutricional durante a transição são medidas essenciais para aproveitar a retomada das pastagens e preservar o potencial produtivo da fazenda.
Fonte: Portal do Agronegócio
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