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Biológicos e Bioinsumos

Symbiomics e Valeouro firmam parceria para desenvolver bioinsumos com edição genômica

Empresas vão combinar pesquisa de microrganismos, desenvolvimento industrial e acesso ao mercado para criar soluções de manejo de doenças; primeiros produtos são esperados em dois a três anos.


Publicado em: 28/09/2026 às 07:00hs

Symbiomics e Valeouro firmam parceria para desenvolver bioinsumos com edição genômica

A Symbiomics e a Valeouro Biotec anunciaram uma parceria para desenvolver bioinsumos voltados ao manejo de doenças nas principais culturas agrícolas do Brasil. A aliança une a plataforma de descoberta de microrganismos e edição genômica da Symbiomics à experiência da Valeouro em desenvolvimento, produção e comercialização de produtos biológicos.

Segundo as empresas, a expectativa é levar as novas soluções ao campo em dois a três anos. O prazo é uma projeção das parceiras: os produtos ainda precisarão passar pelas etapas de desenvolvimento e validação antes de chegar aos produtores.

Como a edição genômica entra no desenvolvimento dos bioinsumos

O projeto pretende identificar microrganismos de interesse agrícola e aprimorar características ligadas ao seu uso no biocontrole. A meta das empresas é obter produtos com desempenho mais consistente em diferentes condições de solo e clima.

Rafael de Souza, CEO e cofundador da Symbiomics, afirma que a companhia reúne milhares de microrganismos isolados em uma coleção própria. A plataforma combina estudos de microbioma, sequenciamento genômico e edição genômica para selecionar candidatos ao desenvolvimento de novos produtos.

A participação da Valeouro acrescenta a perspectiva de fabricação e comercialização desde as fases iniciais da pesquisa. Para Jader Armanhi, COO e cofundador da Symbiomics, essa integração pode ajudar as equipes a identificar mais cedo quais tecnologias têm maior potencial de chegar ao mercado, sem dispensar as etapas de avaliação.

Mercado brasileiro de bioinsumos segue em expansão

A parceria é anunciada em um período de crescimento do setor. Conforme dados da CropLife Brasil citados pelas empresas, o mercado brasileiro de bioinsumos movimentou R$ 6,2 bilhões em 2025, alta de 15% sobre o ano anterior. A área tratada com produtos biológicos chegou a 194 milhões de hectares, avanço de 28%.

Ainda segundo esses dados, soja, milho e cana-de-açúcar concentraram mais de 90% do uso de bioinsumos no país. Os produtos de biocontrole, entre eles bioinseticidas, bionematicidas e biofungicidas, responderam por cerca de R$ 5,4 bilhões do faturamento do setor.

Com a ampliação da oferta de produtos, as parceiras apostam na diferenciação tecnológica para atender à demanda por soluções que apresentem resultados consistentes no manejo agrícola.

Valeouro prepara capacidade industrial para novos produtos

Fundada em 2021, a Valeouro informa ter mais de 20 produtos comercializados no Brasil e ampliar seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento com apoio da Finep. A empresa também planeja colocar em operação, nos próximos anos, uma biofábrica destinada ao escalonamento e à fabricação de novas tecnologias.

De acordo com Luciano Galera, CEO da Valeouro Biotec, a estrutura industrial deverá apoiar a passagem dos produtos desenvolvidos na parceria da fase de pesquisa para a produção em escala.

As empresas esperam que as futuras soluções possam integrar programas de manejo de doenças e contribuir para a produtividade e os custos operacionais das lavouras. Esses benefícios, assim como o desempenho em diferentes condições de cultivo, ainda dependerão dos resultados obtidos durante o desenvolvimento dos produtos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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