Publicidade
Adubos e Fertilizantes

Poder de compra de fertilizantes melhora 7,5% em junho com queda nos preços dos insumos agrícolas

IPCF recua para 1,42 e indica maior capacidade de compra do produtor rural, favorecida pela redução nos custos de fertilizantes, apesar da pressão negativa sobre as cotações das commodities agrícolas


Publicado em: 17/07/2026 às 10:50hs

Poder de compra de fertilizantes melhora 7,5% em junho com queda nos preços dos insumos agrícolas

O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) encerrou junho de 2026 em 1,42, registrando uma queda de 7,5% em relação ao mês anterior. O resultado indica melhora na relação de troca entre produtor rural e indústria de fertilizantes, impulsionada principalmente pela redução nos preços dos principais insumos utilizados no campo.

A retração do indicador ocorreu em meio à combinação de dois movimentos no mercado agrícola: a queda nas cotações das commodities e a redução dos custos médios dos fertilizantes. Embora a desvalorização dos produtos agrícolas tenha limitado ganhos maiores para o produtor, a baixa nos preços dos insumos proporcionou um cenário mais favorável para a aquisição de nutrientes.

Queda nos fertilizantes melhora relação de troca no campo

O principal fator responsável pela melhora do IPCF foi a redução nos preços dos fertilizantes, que apresentaram queda média de aproximadamente 8% em junho.

Entre os produtos que mais contribuíram para esse movimento, destaque para a ureia, que registrou retração de cerca de 30% no período, e para o superfosfato simples, com queda de aproximadamente 9%.

Já os preços do MAP (fosfato monoamônico) e do MOP (cloreto de potássio) permaneceram praticamente estáveis, mantendo maior equilíbrio no mercado de nutrientes essenciais para as lavouras.

Commodities agrícolas recuam e pressionam indicador

Apesar da redução nos custos dos fertilizantes, o mercado de commodities agrícolas apresentou queda média de cerca de 3% no período, influenciando o comportamento do índice.

Entre os principais produtos acompanhados, a soja recuou 1,1%, enquanto o milho apresentou baixa de 5,2%. O algodão registrou queda de 3,2%, e a cana-de-açúcar teve retração de 4%.

Segundo análise de mercado, o movimento está relacionado ao aumento da oferta global e à entrada de volumes da safra brasileira, especialmente com o avanço da colheita do milho safrinha, que elevou a disponibilidade do cereal e aumentou a pressão sobre os preços.

Dólar limita queda mais intensa do IPCF

O comportamento cambial atuou como fator de compensação parcial durante o período. O dólar subiu cerca de 3% em junho, reduzindo o impacto positivo da queda dos preços internacionais dos fertilizantes.

Como grande parte dos insumos agrícolas possui referência internacional e depende da cotação da moeda norte-americana, a valorização cambial contribuiu para limitar uma melhora ainda maior no poder de compra dos produtores.

Produtores antecipam compras para próxima safra

No mercado interno, a proximidade do período de plantio da safra de verão 2026/27 aumenta a atenção dos agricultores sobre a aquisição dos fertilizantes necessários para a implantação das lavouras, principalmente os produtos ricos em fósforo.

O planejamento de compras ganha relevância diante da necessidade de garantir disponibilidade dos insumos antes do avanço da demanda no segundo semestre.

Mercado internacional segue como ponto de atenção

Apesar do cenário mais favorável nos preços dos fertilizantes, o mercado global continua marcado por incertezas. A menor sustentação das cotações do petróleo contribuiu para reduzir pressões sobre os custos dos insumos e das commodities agrícolas.

A evolução do câmbio, da oferta mundial de grãos e das condições de demanda internacional deve continuar influenciando o comportamento do IPCF nos próximos meses.

Com a queda dos preços dos fertilizantes e ajustes no mercado agrícola, o produtor brasileiro encerra junho com uma relação de troca mais favorável, fator que pode contribuir para decisões de compra mais estratégicas para a próxima temporada agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

◄ Leia outras notícias