Publicado em: 16/03/2026 às 11:48hs
O Índice de Poder de Compra de Fertilizantes (IPCF) registrou alta em fevereiro, fechando o mês em 1,28, contra 1,20 em janeiro. O aumento reflete a combinação de movimentos nos preços de fertilizantes e a valorização do dólar frente ao real, impactando a relação de troca entre insumos e commodities agrícolas no Brasil.
Entre os principais fertilizantes negociados internacionalmente, ureia, fosfato monoamônico (MAP), superfosfato simples (SSP) e cloreto de potássio (KCl) passaram por ajustes de preços ao longo de fevereiro. O dólar apresentou variação próxima a 3% frente ao real, em cenário marcado pela manutenção da taxa de juros elevada no Brasil.
O mercado internacional de fertilizantes segue em oferta limitada em algumas origens, com estoques ajustados e demanda ativa em várias regiões. Tensões geopolíticas, especialmente no Oriente Médio, continuam a influenciar o abastecimento global.
Entre as commodities monitoradas pelo índice:
No Brasil, a evolução da colheita da soja e da implantação da safrinha segue como fator importante na formação do índice no curto prazo.
Divulgado mensalmente pela Mosaic, o IPCF mede a relação entre preços de fertilizantes e commodities agrícolas, tomando como referência o ano de 2017. Quanto menor o índice, mais favorável é a relação de troca, indicando maior poder de compra do agricultor. O cálculo considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol e algodão.
O índice considera as principais lavouras brasileiras: soja, milho, açúcar, etanol (cana-de-açúcar) e algodão.
Dados referentes a fevereiro de 2026.
Fonte: Portal do Agronegócio
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