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Adubos e Fertilizantes

Fertilizantes: Turcomenistão amplia exportações ao Brasil e reforça diversificação de fornecedores em 2026

País da Ásia Central embarcou 1,3 milhão de toneladas de potássio para o mercado brasileiro no primeiro semestre, enquanto Rússia retoma liderança entre os principais fornecedores de fertilizantes.


Publicado em: 15/07/2026 às 09:30hs

Fertilizantes: Turcomenistão amplia exportações ao Brasil e reforça diversificação de fornecedores em 2026
Foto: Cláudio Neves

A busca do Brasil por maior segurança no abastecimento de fertilizantes impulsionou o crescimento das importações provenientes do Turcomenistão. O país da Ásia Central enviou 1,3 milhão de toneladas de fertilizantes potássicos ao mercado brasileiro no primeiro semestre de 2026, consolidando-se como um novo fornecedor estratégico após a instabilidade geopolítica registrada no Oriente Médio.

No mesmo período do ano anterior, praticamente não houve compras brasileiras do produto originário do Turcomenistão, demonstrando uma rápida mudança na estratégia de suprimento do setor.

Brasil importa menos fertilizantes, mas desembolsa mais

Entre janeiro e junho, o Brasil importou 18,3 milhões de toneladas de fertilizantes, volume 6% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. Apesar da redução nas compras, os desembolsos cresceram significativamente.

As importações custaram aproximadamente US$ 7 bilhões (R$ 36 bilhões), valor 9% superior ao registrado um ano antes, reflexo da forte valorização internacional dos insumos durante os meses de maior tensão geopolítica.

Guerra elevou preços, mas mercado começa a se estabilizar

A escalada do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã provocou uma forte alta nas cotações internacionais dos fertilizantes.

A ureia, por exemplo, chegou a dobrar de preço durante o período mais crítico, ultrapassando momentaneamente os valores observados antes da crise. Com a trégua entre os países, os preços voltaram gradualmente para níveis próximos aos registrados anteriormente.

O mesmo movimento ocorreu com os fertilizantes potássicos e fosfatados, reduzindo parte da pressão sobre os custos de produção da agricultura brasileira.

Dependência externa continua elevada

O mercado brasileiro permanece altamente dependente das importações para abastecer o agronegócio.

No início dos anos 2000, o país importava cerca de 3,1 milhões de toneladas de fertilizantes durante o primeiro semestre. Atualmente, esse volume multiplicou-se em razão da expansão da produção agrícola nacional.

A área cultivada com grãos praticamente dobrou nas últimas décadas, passando de 38 milhões para 84 milhões de hectares. A cana-de-açúcar também ampliou sua área, enquanto o café registrou leve redução na superfície cultivada.

Esse crescimento elevou significativamente a necessidade de fertilizantes importados para manter os elevados índices de produtividade do campo brasileiro.

Rússia volta a liderar fornecimento ao Brasil

Após perder a liderança em 2025 para a China, a Rússia retomou a posição de maior fornecedora de fertilizantes ao Brasil no primeiro semestre de 2026.

Os principais fornecedores foram:

  • Rússia: 3,9 milhões de toneladas
  • China: 3,5 milhões de toneladas
  • Canadá: 2,9 milhões de toneladas
  • Marrocos: 1,7 milhão de toneladas
  • Turcomenistão: 1,3 milhão de toneladas

Ao todo, o Brasil adquiriu fertilizantes de 57 países no período, ampliando a diversificação das origens como estratégia para reduzir riscos de abastecimento.

Em 2025, as importações brasileiras atingiram o recorde de 45,5 milhões de toneladas, com destaque para China, Rússia e Canadá.

Armazenagem favorece milho em Mato Grosso

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) aponta que produtores de Mato Grosso estão priorizando a armazenagem do milho em detrimento da soja.

Segundo o Boletim Logístico da estatal, os preços mais baixos da oleaginosa reduzem o interesse pela estocagem, já que os custos com armazenagem, perdas operacionais e o risco de novas desvalorizações diminuem a atratividade dessa estratégia.

Já o milho apresenta expectativa de valorização ao longo do segundo semestre, levando muitos produtores a reter parte da produção para comercialização futura.

Exportações de suco de laranja perdem valor

O mercado internacional de suco de laranja também registrou mudanças após a forte alta dos preços observada nos últimos anos.

Com consumidores migrando para bebidas alternativas, as exportações brasileiras permaneceram praticamente estáveis em volume durante a safra 2025/26, totalizando 747 mil toneladas.

Entretanto, a receita caiu para US$ 2,38 bilhões (R$ 12,3 bilhões), representando retração de aproximadamente 30% na comparação com a safra anterior, segundo dados da Secex e da CitrusBR.

Fonte: Portal do Agronegócio

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