Publicado em: 19/06/2026 às 16:00hs
O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de valorização moderada, com negócios pontuais e melhora nas cotações em diversas regiões produtoras. O movimento foi sustentado pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), pela variação cambial favorável e pela firmeza dos prêmios nos portos brasileiros.
O cenário combinou fatores externos e internos que trouxeram maior sustentação aos preços, ainda que o ritmo de comercialização tenha permanecido contido em alguns momentos.
As cotações da soja apresentaram alta em importantes regiões produtoras ao longo da semana. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 125,50 para R$ 127,00.
Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 121,00 para R$ 121,50, enquanto em Rondonópolis (MT) houve valorização mais expressiva, com a saca subindo de R$ 111,00 para R$ 113,00.
No Porto de Paranaguá (PR), uma das principais referências para exportação, os preços permaneceram estáveis na faixa de R$ 132,50 por saca, sustentados pela demanda externa e pelos prêmios portuários.
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos de soja com vencimento em julho, os mais negociados, encerraram a semana com valorização de 0,76%, interrompendo uma sequência recente de perdas.
Na quinta-feira (18), o bushel foi cotado a US$ 11,22, refletindo um movimento de recuperação técnica e expectativas positivas em relação à demanda internacional.
O mercado foi influenciado pela percepção de retomada do interesse chinês por soja norte-americana, além de expectativas envolvendo novos acordos comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.
Apesar da recuperação semanal, o mercado ainda encontra resistência no cenário fundamental, marcado por ampla oferta global e condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.
Esse conjunto de fatores ajuda a conter movimentos mais consistentes de alta, mantendo o mercado em ambiente de volatilidade moderada.
De acordo com análise da Safras & Mercado, o Brasil continua operando com forte ritmo de exportações, sustentado por preços competitivos nos portos e demanda ativa no mercado internacional.
O analista Rafael Silveira destaca que o cenário atual ainda favorece o escoamento da produção brasileira, pelo menos até meados de julho.
“Mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que trazem percepção de demanda mais forte para a soja”, avalia.
Segundo ele, a partir de agosto deve ocorrer mudança na dinâmica dos prêmios, com maior diferença entre os mercados brasileiro e norte-americano, o que pode influenciar a competitividade das exportações nacionais.
O mercado da soja segue, portanto, sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e aos fundamentos globais de oferta, mantendo cenário de ajustes graduais nos preços internos.
Fonte: Portal do Agronegócio
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