Soja da safra 2026/27 cai abaixo de R$ 120 em MT; clima limita plantio e Chicago aguarda USDA
Contratos para janeiro e fevereiro recuaram em Alta Floresta, enquanto produtores acompanham a umidade do solo, o dólar e os estoques de soja que serão divulgados nos Estados Unidos.
Publicado em: 29/09/2026 às 11:40hs
O mercado da soja abriu esta terça-feira (29) em compasso de espera, após a queda dos preços no Brasil e em Chicago na sessão anterior. Em Alta Floresta (MT), as indicações para entrega da safra 2026/27 ficaram abaixo de R$ 120 por saca em alguns vencimentos, ao mesmo tempo que as condições climáticas influenciam o ritmo do plantio em diferentes regiões produtoras.
No fechamento de segunda-feira (28), o contrato para janeiro de 2027 em Alta Floresta perdeu R$ 3,46 e foi cotado a R$ 116,15 por saca, segundo levantamento da Grão Direto. Fevereiro recuou para R$ 115,37, e março ficou em R$ 119,52. As indicações para setembro e outubro de 2026 permaneceram acima de R$ 134 por saca, mostrando a diferença entre os prazos de entrega acompanhados pela plataforma.
Preços variam entre regiões e prazos de entrega
A distância entre as cotações também aparece no mercado físico. Conforme análise da TF Agroeconômica, a soja foi indicada a R$ 162 por saca em Rio Grande (RS), R$ 160 em Paranaguá (PR), R$ 146 em Dourados (MS) e R$ 137,50 em Sorriso (MT). Os valores se referem a praças e condições comerciais diferentes e não devem ser comparados diretamente com os contratos futuros de Alta Floresta.
Nos dados de basis monitorados pela Grainsights, braço de inteligência de mercado da Grão Direto, Alta Floresta apresentou –R$ 13,18 por saca, ante R$ 4,46 em Araguari (MG). O indicador expressa a diferença entre uma referência de preço e a cotação local, refletindo fatores próprios de cada praça, como logística e demanda.
Chuva no Sul e falta de umidade em MT afetam a semeadura
O clima acrescenta cautela às decisões de venda e plantio. No Rio Grande do Sul, temporais e volumes elevados de chuva elevaram o risco de atraso na entrada das máquinas em áreas com solo saturado. Santa Catarina também enfrenta restrições às operações de campo devido à instabilidade.
Em Mato Grosso do Sul e em partes de Mato Grosso, a preocupação é a distribuição irregular das chuvas. Segundo a TF Agroeconômica, a semeadura mato-grossense alcançou 3,87% da área estimada, mas a baixa umidade ainda limita o avanço em algumas localidades. Nesse cenário, produtores avaliam as condições das lavouras e concentram vendas conforme suas necessidades de caixa.
Chicago opera perto da estabilidade antes de relatório de estoques
Na Bolsa de Chicago, os futuros da soja registravam pequenas variações por volta das 7h17 desta terça-feira, no horário de Brasília. O contrato novembro de 2026 era cotado a US$ 12,88 por bushel, enquanto janeiro de 2027 estava em US$ 13,03, conforme as cotações informadas nas matérias de origem. Esses preços são um retrato daquele horário e podem mudar ao longo do pregão.
O mercado acompanha o avanço da colheita norte-americana e aguarda o relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira (30). O levantamento informa os volumes armazenados em 1º de setembro, dado relevante para avaliar a oferta na transição entre as safras. Grain Stocks
Para a formação dos preços no Brasil, o produtor segue atento à combinação entre Chicago, câmbio e condições locais de comercialização. Nos próximos dias, a evolução das chuvas nas áreas de plantio e os novos números do USDA devem orientar as negociações da soja disponível e da safra 2026/27.
Fonte: Portal do Agronegócio
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