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Soja

Soja cai mais de 1% em Chicago, mas preços seguem estáveis no Sul do Brasil

Recuo dos futuros nesta sexta-feira pressiona o mercado internacional; no Rio Grande do Sul, demanda portuária e vendas contidas sustentam as cotações, enquanto o clima entra no radar da safra 2026/27


Publicado em: 25/09/2026 às 11:40hs

Soja cai mais de 1% em Chicago, mas preços seguem estáveis no Sul do Brasil

A soja ampliou as perdas na Bolsa de Chicago na manhã desta sexta-feira (25), após encerrar a sessão anterior em leve baixa. No Sul do Brasil, porém, os preços físicos permanecem estáveis e os negócios seguem cautelosos. Produtores acompanham a combinação entre cotações internacionais, câmbio, demanda nos portos e condições de plantio da safra 2026/27.

Por volta das 7h25, no horário de Brasília, o contrato de soja para novembro recuava 12,75 pontos, a US$ 13,04 por bushel. Janeiro era negociado a US$ 13,19 e março, a US$ 13,26, ambos com perdas superiores a 13 pontos. Milho, trigo, farelo e óleo de soja também operavam em queda, ampliando a pressão sobre a oleaginosa.

Chicago devolve parte da alta ligada às expectativas sobre EUA e China

A baixa ocorre após dias de expectativa em torno das conversas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da China, Xi Jinping. Sem a confirmação, até o horário das cotações informadas, de novos compromissos de compras agrícolas na escala aguardada por parte do mercado, os operadores passaram a reavaliar o prêmio incorporado aos preços.

O ritmo da demanda pela nova safra norte-americana também ganhou peso. Segundo os dados apresentados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), as vendas líquidas de soja da temporada 2026/27 somaram 582,4 mil toneladas na semana encerrada em 17 de setembro, abaixo das expectativas citadas pelo mercado. Separadamente, exportadores privados comunicaram uma venda de 120 mil toneladas à China para entrega na mesma temporada. USDA Foreign Agricultural Service

Na quinta-feira (24), o contrato para novembro havia fechado a US$ 13,175 por bushel, baixa de 0,50 centavo de dólar. Janeiro terminou a US$ 13,32, com recuo de 1,75 centavo. Assim, a queda observada na manhã de sexta representa uma aceleração das perdas em relação ao fechamento anterior.

Soja no Rio Grande do Sul mantém preços firmes

No mercado físico gaúcho, as principais referências permaneceram estáveis, segundo a TF Agroeconômica. A saca foi cotada a R$ 156,00 em Passo Fundo, R$ 157,00 em Santa Rosa e R$ 164,00 em Rio Grande.

O preço mais alto no porto indica sustentação da demanda de exportação, enquanto a comercialização no interior segue limitada. De acordo com a consultoria, a valorização do dólar ajuda a preservar a paridade de exportação, mas ainda não levou os produtores a ampliar as vendas de forma significativa.

Em Santa Catarina, o mercado também não apresentou mudança estrutural relevante. Nos dois estados, a comercialização permanece seletiva: produtores com capacidade de armazenagem e maior flexibilidade financeira podem esperar condições mais favoráveis, enquanto as vendas pontuais atendem às necessidades imediatas.

Chuvas entram nas decisões para a safra 2026/27

Além dos preços, o clima passa a influenciar o planejamento da nova temporada. No Sul, a perspectiva de chuvas frequentes durante a primavera pode favorecer a disponibilidade de água para a soja, mas episódios de precipitação concentrada tendem a reduzir as janelas de entrada das máquinas e dificultar a implantação uniforme das lavouras.

Para o produtor brasileiro, o efeito da queda em Chicago sobre os preços locais dependerá também do comportamento do dólar e dos prêmios nos portos. Nos Estados Unidos, o mercado acompanhará o avanço da colheita e o volume de compras chinesas nas próximas semanas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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