Chuvas atrasam plantio da soja em São Paulo: área semeada pela Capal chega a apenas 55%
Cooperativa acompanha o avanço da safra de verão em aproximadamente 80 mil hectares no sudoeste paulista. Excesso de umidade reduziu os dias disponíveis para o trabalho no campo, e conclusão do plantio é esperada entre 15 e 20 de novembro.
Publicado em: 04/11/2026 às 16:30hs
O plantio da soja na região de atuação da Capal Cooperativa Agroindustrial no sudoeste de São Paulo alcançou 55% da área assistida, estimada em aproximadamente 80 mil hectares. O avanço está abaixo do ritmo observado em safras anteriores, principalmente em razão da persistência das chuvas, que tem limitado as condições de trabalho nas lavouras.
A cooperativa, com sede em Arapoti (PR), iniciou a semeadura da principal cultura da safra de verão na segunda quinzena de setembro. Em temporadas anteriores, quando o fenômeno El Niño teve menor influência sobre as condições climáticas, o plantio já estava próximo de 80% concluído no mesmo período.
O cenário atual exige maior flexibilidade no planejamento das operações agrícolas, já que os produtores precisam aproveitar os intervalos entre as precipitações para avançar com a semeadura.
Excesso de chuvas reduz ritmo do plantio da soja
Segundo Airton Pasinatto, coordenador regional do Departamento de Assistência Técnica da Capal em São Paulo, as condições climáticas reduziram significativamente o número de dias disponíveis para o trabalho nas propriedades.
Atualmente, os dias efetivamente aproveitados para o plantio representam entre 20% e 25% do período considerado para as operações.
“Tivemos na semana passada quatro dias em condições de plantio, o que agilizou bem o processo. Deve-se levar em consideração que, após a chuva, precisa-se de dois a quatro dias para voltar a plantar a soja porque o solo encharcado impossibilita o cultivo”, explica Pasinatto.
A necessidade de aguardar a redução da umidade do solo limita a entrada de máquinas nas áreas agrícolas e impede a continuidade das operações logo após as chuvas.
O problema representa uma inversão em relação a temporadas anteriores, quando a principal preocupação dos produtores estava relacionada à falta de água. Nesta safra, a persistência das precipitações tornou o excesso de umidade o principal obstáculo ao avanço da semeadura.
Soja plantada está em fase inicial de desenvolvimento
Dos 55% da área já semeada, aproximadamente 20% correspondem a lavouras que emergiram e apresentam desenvolvimento dentro do padrão esperado.
Outros 35% ainda estão em fase de germinação. Por esse motivo, a avaliação do potencial produtivo permanece prematura, uma vez que as plantas precisam avançar no desenvolvimento para que seja possível observar melhor o comportamento das cultivares.
O acompanhamento técnico das lavouras será importante para identificar possíveis efeitos das condições de umidade sobre a emergência e o estabelecimento das plantas.
Neste estágio, ainda não há elementos suficientes para antecipar o desempenho produtivo da safra na região.
Assistência técnica e previsão do tempo orientam decisões no campo
Diante da irregularidade das condições de plantio, a equipe de assistência técnica da Capal acompanha os resultados fitotécnicos das cultivares de soja divulgados pela Fundação ABC.
Os boletins meteorológicos publicados diariamente pela instituição de pesquisa também são utilizados como referência para orientar as decisões dos produtores.
O monitoramento das condições climáticas permite identificar as melhores janelas de plantio e organizar as operações de acordo com a umidade do solo e as previsões de chuva.
Com menos dias disponíveis para a semeadura, o planejamento técnico ganha importância para reduzir riscos operacionais e favorecer o estabelecimento adequado das lavouras.
Plantio da soja deve terminar entre 15 e 20 de novembro
A expectativa da Capal é concluir o plantio da safra de soja em sua área de atuação no sudoeste paulista entre os dias 15 e 20 de novembro.
Até lá, o avanço das operações dependerá da ocorrência de períodos com condições adequadas de umidade para a entrada de máquinas nas propriedades.
Apesar do atraso em relação a anos anteriores, a cooperativa mantém a expectativa de uma safra produtiva, desde que as lavouras recebam acompanhamento técnico e manejo adequado ao longo do ciclo.
“Com o acompanhamento técnico e o manejo adequado, a expectativa é que tenhamos uma safra produtiva”, pontua Pasinatto.
O comportamento do clima nas próximas semanas será decisivo para acelerar a semeadura e definir as condições iniciais de desenvolvimento da soja na região.
Fonte: Portal do Agronegócio
◄ Leia outras notícias