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Milho e Sorgo

StoneX reduz produtividade do milho nos EUA, mas eleva produção para 411,7 milhões de toneladas

Revisão da área plantada sustenta aumento da oferta mesmo com menor rendimento; estimativa para a produtividade da soja permanece em 53 bushels por acre


Publicado em: 09/09/2026 às 17:00hs

StoneX reduz produtividade do milho nos EUA, mas eleva produção para 411,7 milhões de toneladas

A StoneX reduziu sua estimativa para a produtividade média da safra de milho dos Estados Unidos em 2026, mas elevou a projeção para a produção total do cereal. O movimento reflete a incorporação de uma área plantada maior do que a considerada no levantamento anterior.

A produtividade do milho foi revisada de 184,8 para 182,9 bushels por acre, o equivalente a aproximadamente 11,48 toneladas por hectare. Apesar do corte, a produção norte-americana passou de 16,160 bilhões para 16,207 bilhões de bushels — cerca de 411,7 milhões de toneladas.

O aumento estimado para a colheita, mesmo diante da redução do rendimento médio, ocorre porque a corretora atualizou seus cálculos com base nos novos dados de área divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Área maior compensa queda na produtividade do milho

No levantamento divulgado no início de agosto, a StoneX projetava produtividade de 184,8 bushels por acre para o milho norte-americano. Naquele momento, a empresa destacava a formação de uma safra volumosa no cinturão produtor dos Estados Unidos.

A nova projeção representa redução de 1,9 bushel por acre, ou pouco mais de 1%, em relação à estimativa anterior. Ainda assim, a revisão da área cultivada foi suficiente para ampliar em 47 milhões de bushels a previsão de produção.

O USDA atualizou os dados de área agrícola em agosto, depois de incorporar novas informações declaradas pelos produtores. O órgão norte-americano utiliza levantamentos de campo, dados reportados e outras fontes estatísticas para revisar as estimativas de área, produtividade e produção.

A mudança mostra que produtividade e produção total podem seguir direções diferentes. Mesmo com rendimento menor por hectare, uma área colhida mais extensa pode resultar em maior volume disponível no mercado.

Produção de milho pode chegar a 16,207 bilhões de bushels

A estimativa de 16,207 bilhões de bushels confirma a perspectiva de uma safra expressiva nos Estados Unidos. Convertido para o sistema métrico, o volume corresponde a aproximadamente 411,7 milhões de toneladas.

A projeção da StoneX ficou acima dos 16,013 bilhões de bushels estimados pelo USDA em agosto. Na ocasião, o departamento norte-americano calculou produtividade média de 180,7 bushels por acre, após elevar em 1,4 milhão de acres sua previsão para a área plantada.

A diferença entre os levantamentos mantém o mercado atento às próximas atualizações oficiais, especialmente aos dados coletados durante o avanço da colheita.

As condições climáticas no fim do ciclo, o peso dos grãos e os resultados efetivos nas principais regiões produtoras serão determinantes para confirmar ou revisar o potencial da safra.

StoneX mantém produtividade da soja nos EUA

Para a soja, a StoneX manteve a estimativa de produtividade em 53 bushels por acre, sem alteração em relação ao relatório divulgado em 4 de agosto.

O rendimento projetado corresponde a aproximadamente 3,56 toneladas por hectare. Embora a produtividade tenha permanecido estável, a previsão para a produção total subiu de 4,470 bilhões para 4,547 bilhões de bushels, equivalentes a cerca de 123,7 milhões de toneladas.

Assim como ocorreu com o milho, o aumento está relacionado à revisão da área considerada nos cálculos. Dados anteriores do USDA já indicavam expansão da soja nos Estados Unidos, com estimativa de 85,4 milhões de acres plantados em 2026, crescimento de 5% sobre o ano anterior.

Oferta maior pode pressionar preços em Chicago

A elevação das estimativas de produção de milho e soja amplia a perspectiva de oferta nos Estados Unidos e pode limitar movimentos de alta na Bolsa de Chicago, principalmente se a demanda não acompanhar o crescimento da colheita.

No milho, porém, o corte de produtividade oferece algum suporte às cotações, pois reforça as dúvidas sobre o rendimento final das lavouras. O mercado deverá comparar os números da StoneX com as próximas projeções do USDA e com os resultados obtidos durante a colheita.

Na soja, a manutenção da produtividade e o aumento da produção podem exercer pressão sobre os contratos futuros. O comportamento dos preços também dependerá das exportações norte-americanas, da demanda chinesa e das perspectivas para o plantio da nova safra na América do Sul.

Revisão nos EUA influencia mercado brasileiro

As projeções para as safras dos Estados Unidos têm efeito direto sobre a formação dos preços de milho e soja no Brasil. Uma oferta norte-americana maior tende a pressionar Chicago, mas esse impacto pode ser compensado por demanda aquecida, riscos climáticos ou valorização do dólar.

Para os produtores brasileiros, o cenário reforça a necessidade de acompanhar simultaneamente a colheita nos Estados Unidos, o câmbio, as compras chinesas e as condições de plantio da safra 2026/2027.

A revisão da StoneX indica que a produtividade do milho perdeu força, mas a ampliação da área mantém a produção em patamar elevado. Na soja, a estabilidade do rendimento combinada a uma área maior também projeta crescimento da oferta, mantendo a volatilidade no mercado internacional de grãos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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