Publicado em: 26/06/2026 às 18:00hs
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com leve recuo nos preços, refletindo o avanço da colheita da segunda safra e o aumento gradual da oferta interna. Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o movimento ainda é incipiente, mas já influencia as negociações e reduz o apetite de compra por parte dos consumidores.
Apesar da pressão baixista, fatores como o clima mais frio no Sul e Centro-Oeste e a volatilidade do câmbio ajudaram a conter quedas mais acentuadas nas cotações ao longo do período.
Com o avanço da colheita da segunda safra, produtores têm intensificado a fixação de vendas no mercado físico. No entanto, muitos agentes seguem firmes nas pedidas de preço, sustentando parte das cotações mesmo diante do aumento da disponibilidade do cereal.
O dólar mais valorizado frente ao real também atuou como fator de suporte, reduzindo o impacto baixista da maior oferta interna.
No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) registrou pressão nas cotações do milho, influenciada pela boa evolução das lavouras norte-americanas.
Agora, o foco dos investidores se volta para o relatório de área plantada nos Estados Unidos, que será divulgado no próximo dia 30. O documento pode aumentar a volatilidade no curto prazo, dependendo das revisões de oferta e produtividade.
O preço médio da saca de milho no Brasil foi cotado em R$ 59,91 no dia 25 de junho, recuo de 0,59% em relação à semana anterior, quando estava em R$ 60,08.
O comportamento regional mostra um mercado ainda dividido entre pressão de oferta e suporte logístico em algumas praças, com variações pontuais conforme o ritmo da colheita.
As exportações brasileiras de milho registraram desempenho positivo em junho até o momento (14 dias úteis), segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
Em comparação com junho de 2025, houve:
O avanço do volume exportado indica maior competitividade do milho brasileiro no mercado externo, mesmo com recuo nos preços médios de comercialização.
O mercado segue atento a três fatores principais nas próximas semanas:
A combinação desses elementos deve definir a tendência de curto prazo para as cotações do cereal no mercado físico e na Bolsa de Chicago.
Fonte: Portal do Agronegócio
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