Milho tem negócios pontuais no Sul e Centro-Oeste; plantio avança no RS e colheita chega a 99% em MS
Produtores seguem seletivos, enquanto compradores buscam reposição e acompanham os efeitos das geadas e da umidade sobre a nova safra.
Publicado em: 23/09/2026 às 11:50hs
O mercado de milho mantém negociações pontuais no Sul e no Centro-Oeste, com baixa liquidez em importantes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, compradores concentram as aquisições na reposição de estoques, enquanto vendedores avaliam os preços antes de fechar negócios. No campo, a colheita da segunda safra se aproxima do fim no Paraná e em Mato Grosso do Sul, e o plantio de 2026/27 avança no Sul.
Milho no Rio Grande do Sul: preços chegam a R$ 61,98 por saca
No Rio Grande do Sul, as indicações variam de R$ 60,00 a R$ 61,98 por saca. O preço médio estadual subiu 0,62%, para R$ 61,98 por saca.
A semeadura da safra 2026/27 atingiu 65% da área prevista. Geadas danificaram lavouras e exigiram replantio em pontos específicos. A Conab, porém, avaliou que os efeitos foram leves de modo geral, sem perdas significativas até o momento.
Santa Catarina mantém necessidade de milho de outros estados
Em Santa Catarina, as referências permanecem próximas de R$ 60,00 por saca, em um mercado com compradores cautelosos e vendedores seletivos.
O estado consome cerca de 8,5 milhões de toneladas de milho por ano e produziu 2,67 milhões de toneladas na safra 2025/26. A diferença mantém a necessidade de abastecimento externo. O plantio da nova temporada chegou a 25,6% da área, com o avanço dos trabalhos limitado pela elevada umidade do solo.
Colheita do milho chega a 95% no Paraná e a 99% em Mato Grosso do Sul
No Paraná, as indicações de compra estão próximas de R$ 60,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 55,00 por saca na modalidade CIF. A colheita da segunda safra alcançou 95% da área, e o plantio da safra 2026/27 chegou a 43%.
Em Mato Grosso do Sul, os preços variam entre R$ 54,00 e R$ 55,50 por saca. As cotações perderam força após uma sequência de altas, embora a indústria de bioenergia continue absorvendo parte da oferta. A colheita da segunda safra atingiu 99% da área.
Fonte: Portal do Agronegócio
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