Milho tem negócios pontuais no Brasil, enquanto plantio avança no Sul e futuros sobem
Compradores mantêm foco na reposição e produtores selecionam ofertas; na manhã desta terça-feira (29), Chicago e B3 registravam pequenas altas antes de novo relatório do USDA
Publicado em: 29/09/2026 às 11:30hs
O mercado brasileiro de milho iniciou esta terça-feira (29) com expectativa de poucas negociações. Compradores seguem concentrados em necessidades imediatas, enquanto produtores se mostram seletivos nas vendas. Ao mesmo tempo, o plantio da primeira safra 2026/27 avança no Sul, e os contratos futuros registravam leves ganhos nas bolsas de Chicago e do Brasil durante a manhã.
Segundo a TF Agroeconômica, o mercado físico mantém negócios pontuais no Sul e em Mato Grosso do Sul. Para Paulo Molinari, analista da Safras & Mercado, os preços tiveram poucas alterações na segunda-feira (28), em um ambiente de demanda abastecida e sem maior impulso das exportações.
Preços do milho variam entre praças e condições de entrega
No Rio Grande do Sul, a TF Agroeconômica apontou referências entre R$ 60 e R$ 68 por saca. A média estadual levantada pela Emater recuou 0,71%, para R$ 61,54. Em Erechim, a Safras & Mercado registrou uma referência local mais alta, entre R$ 72 e R$ 73 por saca.
Em Santa Catarina, as indicações de venda ficaram próximas de R$ 60 por saca, diante de interesse comprador em torno de R$ 55. No Paraná, compradores também indicavam cerca de R$ 55 por saca na condição CIF, segundo a TF Agroeconômica, enquanto a Safras & Mercado apontou preços entre R$ 63 e R$ 65 em Cascavel. As referências correspondem a localidades e condições comerciais diferentes.
Em Mato Grosso do Sul, os negócios foram relatados entre R$ 54 e R$ 55,50 por saca. Após uma sequência de altas, as cotações passaram a mostrar estabilidade ou recuo em algumas regiões, incluindo queda semanal de 3,37% em Maracaju.
Nos portos, a Safras & Mercado indicou preços CIF de R$ 71 a R$ 74 por saca em Santos e de R$ 70 a R$ 73 em Paranaguá.
Plantio do milho 2026/27 progride no Sul
A semeadura chegou a 72% da área prevista no Rio Grande do Sul, acima da média histórica de 65%, conforme os dados apresentados pela TF Agroeconômica. As chuvas limitaram o trabalho em parte do período, mas a volta do tempo seco permitiu retomar as operações. O plantio de milho para silagem alcançou aproximadamente 45% da área estimada no estado.
Em Santa Catarina, o levantamento citado pela consultoria apontou 83% da área semeada. No Paraná, o índice chegou a 56%, enquanto a colheita da segunda safra 2025/26 atingiu 98%. A Conab também relata avanço do plantio da primeira safra nas principais regiões produtoras, embora o excesso de umidade ainda limite as operações em algumas áreas. Companhia Nacional de Abastecimento
Chicago e B3 sobem levemente antes de relatório de estoques
Por volta das 9h26, no horário de Brasília, o contrato de milho para dezembro de 2026 era negociado a cerca de US$ 5,25 por bushel na Bolsa de Chicago, em leve alta. Na B3, às 9h35, o vencimento novembro de 2026 estava cotado a R$ 74,53 por saca, avanço de 0,13%; janeiro de 2027 marcava R$ 78,69, alta de 0,17%.
O mercado acompanha o andamento da colheita norte-americana e aguarda o relatório trimestral de estoques do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto para quarta-feira (30). Até 27 de setembro, 18% da safra de milho dos EUA havia sido colhida, e 57% das lavouras restantes estavam em condições boas ou excelentes, segundo o acompanhamento do órgão. Crop Progress and Condition
A combinação entre oferta disponível no Brasil, avanço do plantio e expectativa pelo dado de estoques mantém os agentes cautelosos. Mesmo com a valorização dos futuros pela manhã, o mercado físico ainda não mostrava uma retomada ampla das negociações.
Fonte: Portal do Agronegócio
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