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Milho e Sorgo

Colheita da safrinha de milho atinge 92% no Centro-Sul, mas ainda está atrasada em 2026

Trabalhos terminam em Mato Grosso e se aproximam da conclusão em Goiás e Minas Gerais, enquanto plantio do milho verão 2026/27 avança para 2% da área estimada


Publicado em: 24/08/2026 às 18:20hs

Colheita da safrinha de milho atinge 92% no Centro-Sul, mas ainda está atrasada em 2026

A colheita da segunda safra de milho alcançou 92% da área cultivada no Centro-Sul do Brasil até quinta-feira (20), segundo levantamento da AgRural. O avanço foi de sete pontos percentuais em uma semana, mas os trabalhos permanecem atrasados em relação à temporada anterior.

No mesmo período de 2025, os produtores já haviam retirado o cereal de 98% da área. A diferença anual diminuiu com a aceleração recente das máquinas, embora a umidade ainda prejudique as operações em parte do Sul.

Enquanto a safrinha entra na reta final, os agricultores iniciam um novo ciclo. O plantio do milho verão 2026/27 avançou para 2% da área estimada no Centro-Sul, com Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná em campo.

Colheita avança sete pontos em uma semana

O percentual colhido passou de 85% para 92% entre os dois levantamentos da AgRural. A evolução mostra que os produtores aproveitaram as janelas de tempo favorável para acelerar os trabalhos.

Apesar do avanço, a colheita ainda está seis pontos percentuais atrás dos 98% registrados no mesmo período da safrinha de 2025.

O atraso está concentrado principalmente nas regiões onde a umidade dificulta a entrada das máquinas e reduz o número de horas disponíveis para as operações.

A conclusão da colheita é acompanhada pelo mercado porque influencia a oferta imediata, a qualidade dos grãos, os custos de secagem e o ritmo de comercialização.

Mato Grosso encerra colheita da safrinha

Em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho segunda safra, os trabalhos foram concluídos.

O encerramento libera áreas, máquinas e equipes para o planejamento da temporada 2026/27. Também aumenta a disponibilidade física do cereal para as indústrias de etanol, fábricas de ração e empresas exportadoras.

O estado possui papel decisivo no abastecimento nacional e nos embarques brasileiros. Por isso, o volume colhido e o ritmo de comercialização em Mato Grosso exercem forte influência sobre os preços nas demais regiões.

Mesmo com a conclusão dos trabalhos, parte dos produtores pode optar pelo armazenamento do milho, principalmente se considerar os preços atuais pouco atrativos.

Goiás e Minas Gerais estão próximos do fim

Em Goiás e Minas Gerais, a colheita da segunda safra também se aproxima da conclusão.

O avanço reduz o risco de perdas no campo e permite uma avaliação mais precisa da produtividade obtida em cada região.

Nos dois estados, o milho atende diferentes segmentos consumidores, incluindo fábricas de ração, granjas, confinamentos, indústrias alimentícias e usinas de etanol.

A demanda regional pode limitar a pressão sazonal sobre os preços, especialmente nas áreas próximas às unidades consumidoras.

Umidade atrasa colheita no Paraná

No Paraná, o ritmo dos trabalhos melhorou, mas continua abaixo do normal para esta época do ano.

A umidade elevada impede a entrada das máquinas em algumas lavouras e pode aumentar o teor de água dos grãos. Nessas condições, o produtor precisa aguardar uma janela mais favorável ou assumir custos adicionais de secagem.

A permanência prolongada do milho no campo também eleva o risco de perda de qualidade, germinação na espiga e ocorrência de doenças.

Como o Paraná é um dos principais produtores e consumidores do cereal, o atraso regional pode influenciar a disponibilidade para cooperativas, fábricas de ração e cadeias de aves e suínos.

Milho verão 2026/27 alcança 2% da área

Paralelamente à reta final da safrinha, o plantio do milho verão 2026/27 ganhou ritmo no Centro-Sul.

Até quinta-feira, 2% da área estimada estava semeada, ante 0,3% na semana anterior. O avanço foi de 1,7 ponto percentual em sete dias.

Apesar da aceleração, a implantação permanece abaixo dos 3,2% registrados no mesmo período do ano passado.

A evolução da semeadura dependerá principalmente das condições de umidade do solo e da regularidade das chuvas nos estados do Sul.

Três estados do Sul já iniciaram semeadura

O plantio havia começado inicialmente no Rio Grande do Sul. Na última semana, produtores do Paraná e de Santa Catarina também colocaram as máquinas em campo.

Com isso, os três estados do Sul já participam da implantação da nova safra de verão.

A região concentra uma parcela importante dessa produção, destinada principalmente ao abastecimento das cadeias de proteína animal. A proximidade entre lavouras, fábricas de ração, granjas e cooperativas favorece a comercialização regional do cereal.

A produtividade dependerá do estabelecimento inicial das plantas, da distribuição das chuvas e das temperaturas ao longo do ciclo.

Excesso de umidade limita trabalhos no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a umidade ainda restringe o avanço das semeadoras em algumas áreas.

O solo excessivamente úmido dificulta o trânsito das máquinas e pode provocar compactação. Além disso, o plantio fora das condições adequadas prejudica a distribuição das sementes e o estabelecimento das plantas.

Os agricultores precisam equilibrar a necessidade de aproveitar a janela recomendada com o risco de realizar a operação em condições desfavoráveis.

A implantação correta é determinante para garantir emergência uniforme, população adequada e maior potencial produtivo.

Ritmo do milho verão continua abaixo de 2025

Embora tenha acelerado, o plantio do milho verão continua 1,2 ponto percentual atrás do registrado no mesmo período da temporada passada.

A diferença ainda é pequena e pode ser reduzida rapidamente caso o clima permita a intensificação dos trabalhos.

O atraso, porém, merece acompanhamento porque pode alterar o calendário das lavouras e aumentar a exposição a períodos críticos de calor ou falta de chuva.

Também pode interferir na programação das culturas seguintes, especialmente nas propriedades que trabalham com sucessão de milho, soja e cereais de inverno.

Clima será decisivo para o novo ciclo

A umidade exerce efeitos opostos neste momento da temporada. Nas áreas de safrinha ainda não colhidas, o excesso de água atrasa a retirada do milho e ameaça a qualidade.

Nas lavouras de verão, a disponibilidade hídrica é necessária para a germinação, mas o solo encharcado impede o plantio e pode comprometer o estabelecimento inicial.

Por isso, os produtores acompanham as previsões meteorológicas em busca de janelas que permitam concluir a colheita e acelerar a semeadura.

As expectativas relacionadas ao El Niño também ganham importância, especialmente no Sul, onde o fenômeno pode provocar maior frequência de chuvas e dificultar as operações agrícolas.

Safrinha entra na reta final com mercado atento à oferta

Com 92% da área colhida, a safrinha de milho aproxima-se do encerramento no Centro-Sul. O avanço deverá ampliar a definição sobre o tamanho e a qualidade da produção de 2026.

Apesar da entrada do cereal, o comportamento dos preços dependerá também da disposição dos agricultores para vender. Caso os produtores mantenham parte da safra armazenada, a oferta efetivamente disponível pode permanecer limitada.

Exportações, demanda das indústrias de etanol e consumo das cadeias de aves, suínos e bovinos também serão determinantes para a formação das cotações.

Enquanto a colheita se encerra, o plantio do milho verão abre uma nova etapa para o setor. O desenvolvimento da safra 2026/27 dependerá da regularidade climática e da capacidade dos produtores de aproveitar as próximas janelas de semeadura.

Fonte: Portal do Agronegócio

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