Colheita da safrinha de milho alcança 92,9% no Centro-Sul, mas segue atrás de 2025
Mato Grosso já concluiu os trabalhos, enquanto o ritmo mais lento em São Paulo e Minas Gerais impede avanço maior; no Matopiba, retirada do cereal chega a 99,8%
Publicado em: 10/09/2026 às 11:35hs
A colheita da segunda safra de milho de 2026 entrou na reta final no Centro-Sul do Brasil. Até sexta-feira (4), os trabalhos haviam alcançado 92,9% da área estimada em 15,739 milhões de hectares, conforme levantamento da consultoria Safras & Mercado.
Embora o percentual esteja próximo da média histórica para o período, o ritmo permanece abaixo do observado na temporada anterior. Na mesma época de 2025, os produtores já haviam colhido 97% dos 15,407 milhões de hectares cultivados.
A média dos últimos cinco anos para este momento do calendário é de 93,8%, deixando a colheita de 2026 apenas 0,9 ponto percentual abaixo do padrão histórico.
Mato Grosso conclui colheita da segunda safra de milho
Maior produtor nacional do cereal, Mato Grosso já encerrou a colheita da safrinha, atingindo 100% da área cultivada. O avanço também se encontra próximo da conclusão em Mato Grosso do Sul, onde 92,9% das lavouras foram colhidas.
No Paraná, segundo maior produtor brasileiro de milho, a retirada dos grãos chegou a 88,8%. Em Goiás, as máquinas avançaram por 87,6% da área destinada à segunda safra.
O ritmo é mais lento em Minas Gerais e São Paulo. Os produtores mineiros haviam colhido 70,6% da área, enquanto a ceifa alcançava 69,1% no território paulista.
O cenário por estado ficou assim:
- Mato Grosso: 100%;
- Mato Grosso do Sul: 92,9%;
- Paraná: 88,8%;
- Goiás: 87,6%;
- Minas Gerais: 70,6%;
- São Paulo: 69,1%.
Área cultivada cresce em relação à temporada anterior
A área estimada para a safrinha de milho de 2026 no Centro-Sul alcançou 15,739 milhões de hectares, crescimento de aproximadamente 2,2% em relação aos 15,407 milhões de hectares cultivados no ciclo anterior.
Apesar da expansão da área, a colheita apresenta algum atraso na comparação anual. A diferença de 4,1 pontos percentuais em relação a 2025 reflete ritmos distintos entre os estados, com maior volume de lavouras ainda no campo principalmente em São Paulo e Minas Gerais.
A proximidade do encerramento dos trabalhos amplia a disponibilidade do cereal no mercado interno e mantém a atenção sobre armazenagem, transporte, exportações e formação dos preços nas principais regiões produtoras.
Colheita do milho chega a 99,8% no Matopiba
Na região do Matopiba, formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a colheita da segunda safra de milho está praticamente encerrada. Os trabalhos alcançaram 99,8% da área cultivada, estimada em 1,341 milhão de hectares.
Bahia, Maranhão e Piauí concluíram integralmente a retirada do cereal, atingindo 100% das respectivas áreas. No Tocantins, a colheita chegou a 99,2%.
Na mesma época do ano passado, os trabalhos estavam concluídos nos 1,280 milhão de hectares cultivados. Apesar da pequena diferença na comparação anual, o avanço atual permanece acima da média dos últimos cinco anos, calculada em 97,5%.
Matopiba amplia área destinada ao milho
A área cultivada com milho safrinha no Matopiba cresceu aproximadamente 4,8% em relação à temporada anterior, passando de 1,280 milhão para 1,341 milhão de hectares.
A expansão reforça a importância da região na produção brasileira de grãos. Além do aumento da área agrícola, o Matopiba vem ganhando participação no abastecimento interno e nas exportações, embora ainda enfrente desafios relacionados à infraestrutura de armazenagem e escoamento.
Oferta de milho aumenta com avanço da colheita
Com a colheita acima de 90% no Centro-Sul e praticamente concluída no Matopiba, a oferta de milho tende a permanecer elevada no curto prazo. O movimento pode aumentar a pressão sobre as cotações em regiões com menor capacidade de armazenamento ou necessidade de venda imediata pelos produtores.
Por outro lado, a postura cautelosa dos agricultores, as exportações e a demanda das indústrias de ração, proteína animal e etanol de milho podem ajudar a absorver parte da produção.
Nas próximas semanas, o mercado acompanhará a conclusão dos trabalhos em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás, além do ritmo dos embarques e do comportamento dos compradores no mercado interno.
Fonte: Portal do Agronegócio
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