Preço dos alimentos: tomate, batata e cenoura despencam em julho; leite e frutas ficam mais caros
Inflação dos alimentos consumidos em casa recua, mas refeições fora do domicílio aceleram; veja os 20 produtos que mais subiram e os 20 que mais caíram no mês
Publicado em: 11/08/2026 às 11:25hs
O preço dos alimentos apresentou movimentos distintos em julho, com quedas expressivas em produtos como tomate, batata-inglesa, cenoura e pepino, enquanto frutas, leite e alguns alimentos específicos registraram altas. Os dados fazem parte do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A inflação oficial do país subiu 0,07% em julho, enquanto o grupo Alimentação e Bebidas apresentou queda de 0,67% no mês.
O comportamento dos alimentos foi influenciado principalmente pela redução dos preços dos produtos consumidos dentro de casa. A alimentação no domicílio recuou 1,14%, ajudando a aliviar a pressão sobre o orçamento das famílias.
Em sentido contrário, os preços da alimentação fora do domicílio avançaram 0,55% em julho, mostrando uma aceleração em relação ao mês anterior.
Tomate lidera queda entre os alimentos
Entre os produtos pesquisados pelo IBGE, o tomate foi um dos principais responsáveis pela queda da inflação dos alimentos, com redução de 29,09% em julho.
Também tiveram quedas significativas a batata-inglesa (-19,59%) e a cenoura (-14,41%). O café moído, outro item de grande peso no consumo das famílias, apresentou redução de 2,45%.
Na lista ampliada, o pepino registrou a maior queda do mês, com recuo de 33,42%.
Os movimentos de baixa ajudam a explicar a deflação observada nos alimentos consumidos dentro do domicílio e refletem mudanças na oferta e nas condições de mercado de diferentes produtos agrícolas.
Leite e frutas pressionam preços
Enquanto diversos hortaliças e legumes ficaram mais baratos, alguns produtos registraram aumento.
O leite longa vida subiu 2,47% em julho, enquanto o grupo de frutas avançou 1,20%.
Entre os produtos com maiores altas individuais, a manga liderou, com aumento de 14,74%, seguida pelo limão (10,59%) e pela melancia (7,78%).
Também ficaram mais caros a cebola, o morango, o mamão, a banana-da-terra e o pimentão.
Alimentação fora de casa acelera
O comportamento dos preços também foi diferente para quem fez refeições fora de casa.
A inflação da alimentação fora do domicílio passou de 0,15% em junho para 0,55% em julho.
Dentro desse segmento, o preço do lanche acelerou de 0,13% para 0,76%, enquanto a refeição passou de 0,15% para 0,42% no mesmo período.
O resultado mostra que a redução observada nos alimentos consumidos dentro de casa não foi acompanhada na mesma intensidade pelos estabelecimentos de alimentação.
20 alimentos que mais ficaram caros em julho
Confira os produtos que registraram as maiores altas de preços no mês:
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20 alimentos que mais baratearam em julho
Na outra ponta, alguns produtos tiveram quedas expressivas, com destaque para hortaliças, legumes, frutas e pescados:
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O que os dados mostram sobre a inflação dos alimentos?
O resultado de julho evidencia um cenário de forte dispersão entre os preços dos alimentos. Enquanto produtos com maior oferta registraram quedas relevantes, outros itens enfrentaram aumento de preços.
Para o consumidor, o impacto varia de acordo com a composição da cesta de compras. A queda de produtos básicos como tomate, batata e cenoura contribuiu para reduzir a inflação da alimentação no domicílio, mas o avanço de leite, frutas e outros alimentos limitou o alívio no orçamento.
Além disso, a aceleração da alimentação fora de casa indica que a redução observada nos preços dos alimentos adquiridos para consumo doméstico não necessariamente se traduz em refeições mais baratas em restaurantes, lanchonetes e outros estabelecimentos.
Mercado de alimentos segue com preços distintos
O cenário reforça a importância de acompanhar individualmente os preços dos produtos agrícolas. Em julho, as diferenças foram expressivas: enquanto o pepino caiu 33,42%, a manga subiu 14,74%.
Para produtores, atacadistas, varejistas e consumidores, esse comportamento mostra como fatores relacionados à oferta, sazonalidade e condições de mercado podem provocar mudanças relevantes nos preços dos alimentos em períodos curtos.
O resultado do IPCA também confirma que a inflação dos alimentos não apresenta comportamento uniforme. Alguns produtos ficam significativamente mais baratos ao mesmo tempo em que outros pressionam o custo da alimentação.
Principais movimentos de preços em julho
- Pepino: -33,42%
- Tomate: -29,09%
- Batata-inglesa: -19,59%
- Cenoura: -14,41%
- Manga: +14,74%
- Limão: +10,59%
- Melancia: +7,78%
- Leite longa vida: +2,47%
- Alimentação no domicílio: -1,14%
- Alimentação fora do domicílio: +0,55%
- Alimentação e Bebidas: -0,67%
- IPCA: +0,07%
Fonte: IBGE.
Fonte: Portal do Agronegócio
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