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Fruticultura e Horticultura

Preço da laranja recua com aumento da oferta em São Paulo, enquanto tahiti dispara na entressafra

Levantamento do Cepea mostra movimentos distintos no mercado de citros: maior disponibilidade pressiona os valores da laranja de mesa, enquanto a oferta limitada impulsiona as cotações da lima ácida tahiti e reforça expectativa de menor safra em 2026


Publicado em: 17/07/2026 às 13:10hs

Preço da laranja recua com aumento da oferta em São Paulo, enquanto tahiti dispara na entressafra

O mercado brasileiro de citros apresenta comportamentos distintos neste início de temporada. Enquanto a laranja de mesa registra queda nos preços devido ao aumento da oferta nas principais regiões produtoras de São Paulo, a lima ácida tahiti segue valorizada, sustentada pela baixa disponibilidade típica da entressafra.

De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a diferença na oferta entre as regiões paulistas tem provocado movimentos opostos nas cotações, refletindo o atual estágio de produção de cada cultura.

Maior oferta reduz poder de negociação da laranja

Pesquisadores do Cepea destacam que a chegada das variedades de meia estação tem ampliado a disponibilidade de frutas no mercado. Além do aumento da oferta, a qualidade da produção é considerada satisfatória, favorecida pelas condições das lavouras.

Entretanto, o avanço da maturação em diversas praças produtoras vem elevando o volume comercializado, reduzindo o poder de negociação dos citricultores neste início de safra. Com maior quantidade de frutas disponível, compradores encontram um mercado mais abastecido, o que pressiona os preços da laranja destinada ao consumo in natura.

A tendência, segundo o Cepea, é que a evolução da colheita continue influenciando a dinâmica das cotações nas próximas semanas, especialmente conforme novos volumes cheguem ao mercado.

Entressafra mantém tahiti valorizada

No segmento da lima ácida tahiti, o cenário é justamente o oposto. A fruta apresenta excelente padrão de qualidade, porém a oferta permanece limitada em função da entressafra, sustentando a valorização das cotações.

A menor disponibilidade tem mantido a disputa entre compradores e garantido preços mais elevados aos produtores que ainda possuem fruta para comercialização.

Safra após setembro pode ser menor

As perspectivas para a próxima safra da tahiti, cuja colheita ganha ritmo a partir de setembro, indicam uma produção inferior à registrada no ano passado.

Segundo o Cepea, as expectativas de menor volume concentram-se principalmente nas regiões Centro-Oeste e Norte do estado de São Paulo, importantes polos produtores da fruta.

A redução da produção está relacionada às condições climáticas registradas no início do ano. O excesso de chuvas prejudicou o processo de indução floral, comprometendo o florescimento esperado mesmo após a realização da desfolha química, prática utilizada para estimular a emissão de novas flores.

Mercado de citros segue atento ao clima

Especialistas avaliam que o comportamento climático continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços dos citros ao longo de 2026. Além da evolução da safra paulista, o mercado acompanhará o desenvolvimento dos pomares, o ritmo da colheita e o consumo interno.

Caso a expectativa de menor produção da tahiti se confirme, a tendência é de manutenção de um mercado mais firme para a fruta nos próximos meses. Já para a laranja de mesa, a continuidade da entrada da safra poderá manter pressão sobre as cotações, especialmente enquanto a oferta permanecer elevada.

Fonte: Portal do Agronegócio

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