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Fruticultura e Horticultura

Preço da alface crespa sobe 256% em Teresópolis com chuvas e oferta reduzida

Alface americana também registra valorização próxima de 100% em outubro; menor plantio limita abastecimento na serra fluminense e pode manter preços firmes em novembro


Publicado em: 30/10/2026 às 10:10hs

Preço da alface crespa sobe 256% em Teresópolis com chuvas e oferta reduzida

Os preços da alface dispararam em Teresópolis (RJ) na parcial de outubro, diante da redução dos plantios e das dificuldades provocadas pelo excesso de chuva. Segundo o Hortifrúti/Cepea, a alface crespa acumulou alta de 256%, enquanto a americana apresentou valorização próxima de 100%, na comparação entre os períodos de 1º a 28 de outubro de 2026 e de 2025.

As médias chegaram a R$ 1,70 por unidade de crespa e R$ 1,90 por unidade de americana. A disponibilidade limitada tem levado os produtores a concentrar as vendas no mercado local, com volume insuficiente para atender à demanda de outras regiões.

Excesso de chuva reduz plantio e limita oferta de alface

As condições climáticas atípicas dificultaram o trabalho no campo e reduziram a implantação de novas áreas nas últimas semanas. Conforme dados do Climatempo citados no levantamento, Teresópolis acumulou 364 milímetros de chuva até 27 de outubro, volume 128% superior à média histórica do mês.

O excesso de precipitação e a umidade elevada ampliaram a lacuna de oferta de folhosas na região, favorecendo a valorização ao longo de outubro.

Horticultores consultados pelo Hortifrúti/Cepea consideram incomum a combinação desses fatores nesta época do ano, o que ajuda a explicar o comportamento dos preços.

Oferta restrita pode sustentar cotações em novembro

A perspectiva apresentada no levantamento é de manutenção da oferta limitada durante boa parte de novembro. Uma eventual melhora das condições para o plantio não deve resultar em reposição imediata do produto disponível para venda.

As novas áreas poderão começar a abastecer o mercado apenas entre o fim de dezembro e o início de janeiro, conforme o calendário indicado pelos produtores.

Por outro lado, temperaturas mais altas podem acelerar o desenvolvimento e antecipar a colheita das lavouras já instaladas, permitindo alguma recuperação da disponibilidade no curto prazo.

Previsão indica menos chuva, mas mantém risco de temporais

Para novembro, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) citada na análise aponta precipitações de 10 a 50 milímetros abaixo da média no Rio de Janeiro, acompanhadas de temperaturas elevadas e possibilidade de tempestades.

A redução das chuvas pode favorecer a retomada dos plantios. Entretanto, a irregularidade climática associada ao El Niño permanece como ponto de atenção para o planejamento da produção na serra fluminense.

Calor e umidade exigem atenção à qualidade das folhosas

A qualidade da alface será um dos principais desafios do próximo mês. O calor pode favorecer o pendoamento precoce, o amargor e a queima das bordas das folhas, além de dificultar a formação de cabeça da variedade americana.

Os temporais também podem provocar danos físicos às plantas, enquanto a umidade remanescente no solo mantém o risco de doenças. Nesse cenário, pode aumentar a diferença de preços entre lotes de melhor qualidade e produtos com defeitos.

Do lado da demanda, as temperaturas elevadas tendem a estimular o consumo de saladas. Os feriados de novembro, contudo, podem reduzir o ritmo das vendas em determinados períodos, influenciando as negociações mesmo com a oferta restrita.

Fonte: Portal do Agronegócio

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