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Fruticultura e Horticultura

Bicudo-do-abacateiro ameaça pomares; monitoramento e manejo ajudam a reduzir danos

Praga provoca galerias no tronco e seca de galhos; condições climáticas favoráveis e falhas na limpeza do pomar podem facilitar sua proliferação.


Publicado em: 22/10/2026 às 11:45hs

Bicudo-do-abacateiro ameaça pomares; monitoramento e manejo ajudam a reduzir danos
Foto: Freepik

O bicudo-do-abacateiro está entre as ameaças à produtividade dos pomares de abacate. O inseto provoca lesões no tronco, forma galerias internas e pode causar a seca de galhos, comprometendo a estrutura das plantas e o desempenho das safras.

Segundo Fábio Kagi, gerente de assuntos regulatórios do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg), o enfrentamento da praga deve combinar monitoramento periódico, cuidados com o pomar e manejo integrado de pragas (MIP).

A atenção fitossanitária é importante para uma cadeia que atende principalmente ao mercado interno e busca ampliar sua participação nas exportações. Conforme a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o país ocupa a terceira posição na produção mundial de abacate.

Quais danos o bicudo causa ao abacateiro?

Associado ao grupo dos carunchos e coleobrocas, o bicudo pode afetar partes estruturais da planta. As lesões externas e as galerias abertas no interior dos tecidos prejudicam o desenvolvimento do abacateiro.

A seca dos galhos é um dos sinais que exigem atenção no pomar. A ocorrência da praga pode comprometer a capacidade produtiva das árvores e gerar perdas econômicas.

Por isso, identificar precocemente a presença do inseto é uma etapa importante para orientar as medidas de manejo.

Clima e restos culturais podem favorecer a praga

Temperatura, umidade relativa do ar e volume de chuva influenciam as condições de desenvolvimento do inseto.

Além do clima, falhas no manejo fitossanitário podem facilitar sua permanência e reprodução. O acúmulo de restos de poda e frutos caídos ou infestados, sem destinação adequada, merece atenção na rotina da propriedade.

A manutenção de copas iluminadas e arejadas também integra os cuidados apontados para reduzir condições favoráveis ao abrigo dos insetos.

Monitoramento orienta o manejo integrado de pragas

De acordo com Kagi, a prevenção começa pelo acompanhamento regular das áreas de cultivo. A inspeção do pomar e o uso de armadilhas, conforme orientação técnica, ajudam a identificar a presença da praga e acompanhar sua população.

Essas informações permitem planejar as intervenções dentro do MIP, que reúne diferentes estratégias de controle de acordo com as condições observadas na lavoura.

A retirada e a destinação adequada de materiais infestados complementam o monitoramento e devem fazer parte do manejo do pomar.

Controle deve seguir orientação técnica

Segundo as orientações apresentadas pelo Sindiveg, o uso de defensivos deve considerar produtos registrados para a cultura e o alvo, com aplicação conforme as recomendações de bula e sob orientação de profissional habilitado.

Produtos biológicos também podem ser avaliados como parte do manejo integrado, de acordo com sua indicação e com as necessidades identificadas na área.

A combinação entre acompanhamento do pomar, limpeza, manejo das copas e controle tecnicamente orientado ajuda o produtor a enfrentar a praga e proteger o potencial produtivo dos abacateiros.

Proteção de cultivos – Sindiveg

Fonte: Portal do Agronegócio

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