Finados movimenta mercado de flores; custos e mudanças no consumo desafiam produtores
Crisântemos, kalanchoes e kalandivas seguem entre os produtos mais procurados para a data, enquanto floricultores ajustam a produção e diversificam a oferta
Publicado em: 28/10/2026 às 11:55hs
O Dia de Finados, celebrado em 2 de novembro, continua sendo uma data importante para o mercado brasileiro de flores e plantas ornamentais. Mesmo com a redução do hábito de levar flores aos cemitérios, produtores, atacadistas e varejistas mantêm a data no calendário de vendas e ajustam suas estratégias para atender à demanda.
No Ceaflor, mercado atacadista de flores, plantas e insumos para floricultura, os preparativos começam com antecedência. Crisântemos, kalanchoes e kalandivas estão entre os produtos tradicionalmente mais procurados, ao lado de violetas e outras flores em vasos.
O planejamento da produção, porém, envolve desafios. A alta dos custos, a dificuldade de contratação de trabalhadores no campo e as oscilações climáticas tornam mais complexa a decisão sobre o volume a ser cultivado para uma data sazonal.
Produtores ajustam oferta de flores para Finados
Na Flora Shimano, o produtor Yasuaki Shimano decidiu reduzir a produção de crisântemos em 30% e a de kalandivas em 10% na comparação com o ano passado. A medida levou em conta, principalmente, o aumento dos custos e a incerteza sobre a comercialização.
Para este ano, a empresa disponibilizou 90 mil vasos, segundo o produtor.
Já o engenheiro agrônomo e produtor rural Caio Shiroto, da Flora Shiroto, adotou uma estratégia diferente: ampliou a produção de crisântemos para atender ao número elevado de pedidos dos clientes.
Shiroto afirma que a empresa tem aprimorado o manejo para oferecer flores de qualidade e atender à procura. Ele ressalta que o cultivo de crisântemos para Finados exige planejamento e controle rigoroso do calendário de produção, para que as plantas estejam prontas no período de vendas.
Mudanças no consumo levam à diversificação
A tradição de homenagear familiares e amigos com flores nos cemitérios permanece mais presente entre as gerações mais velhas. Entre os consumidores mais jovens, a redução desse hábito e o crescimento da opção pela cremação contribuem para mudanças no perfil da demanda.
Diante desse cenário, produtores e comerciantes buscam diversificar as variedades e alcançar outras ocasiões de consumo. Além das flores mais associadas a Finados, violetas, antúrios e plantas verdes ajudam a ampliar as opções oferecidas ao público.
Para o presidente do Ceaflor, Antônio Carlos Rodrigues, a adaptação dos produtores é essencial para atender às diferentes demandas e manter a competitividade. Segundo ele, a data continua mobilizando produtores de várias regiões, ao mesmo tempo em que o setor procura novas oportunidades de comercialização.
Finados permanece no calendário da floricultura
Apesar das transformações nos hábitos de consumo, Finados continua fazendo parte do planejamento anual da floricultura brasileira. Para o setor, o desafio é equilibrar os custos de produção e as incertezas da demanda com a oferta de flores e plantas usadas pelas famílias em suas homenagens.
Fonte: Portal do Agronegócio
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