Expoflora deve movimentar R$ 200 milhões e impulsionar economia de cidades em mais de 100 km de Holambra
Maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina deve atrair 280 mil visitantes e gerar cerca de 7 mil postos de trabalho durante os 16 dias de programação
Publicado em: 21/09/2026 às 15:30hs
A 43ª Expoflora, realizada em Holambra (SP), deve movimentar aproximadamente R$ 200 milhões na economia regional e receber cerca de 280 mil visitantes durante os 16 dias de programação. O evento, considerado a maior exposição de flores e plantas ornamentais da América Latina, amplia o fluxo de recursos não apenas no município-sede, mas também em cidades localizadas a mais de 100 quilômetros de distância.
A estimativa dos organizadores considera os gastos realizados pelos visitantes e toda a cadeia econômica mobilizada durante a realização da festa. O impacto alcança setores como hotelaria, alimentação, transporte, comércio, serviços, artesanato, indústria e fornecedores.
Segundo Laura Santi, da Agência de Desenvolvimento do Circuito das Águas Paulista (ADECAP), turismo e eventos possuem forte capacidade de irradiar renda para diferentes segmentos da economia.
De acordo com a entidade, cerca de 47% das atividades econômico-empresariais sofrem influência direta ou indireta do turismo e dos eventos. Nesse contexto, os recursos gerados pela Expoflora circulam por Holambra e por diversos municípios do entorno.
Expoflora amplia ocupação hoteleira na região
O tamanho do fluxo de visitantes ajuda a dimensionar o impacto da Expoflora sobre a economia regional. Em dias de maior movimento, o evento chega a receber aproximadamente 20 mil pessoas, número superior à população de Holambra, que registrou 15.094 habitantes no Censo 2022 do IBGE.
A estrutura hoteleira de Holambra não consegue absorver sozinha toda a demanda gerada pelo evento. Parte dos visitantes permanece na região e procura hospedagem em municípios da Região Metropolitana de Campinas e do Circuito das Águas Paulista.
Além de aumentar a movimentação em um período tradicionalmente menos aquecido para o turismo, a Expoflora contribui para reduzir a sazonalidade da atividade turística em setembro.
Dados do Campinas e Região Convention & Visitors Bureau apontam uma projeção de aproximadamente R$ 6,2 milhões adicionais no fluxo de hospedagem somente nos hotéis associados à entidade durante o período do evento.
Esses estabelecimentos reúnem cerca de 13,5 mil leitos. O cálculo, entretanto, não inclui a hotelaria de outros municípios que também recebem parte significativa dos visitantes da Expoflora.
Serra Negra registra aumento de 15% na ocupação
O efeito da Expoflora também é percebido na hotelaria de Serra Negra. Segundo Cibele Dib, presidente da Associação dos Hotéis e Restaurantes de Serra Negra (Ashores), a ocupação dos hotéis do município aumenta aproximadamente 15% em relação à média anual durante o período da exposição.
Parte dessa demanda é formada por grupos turísticos e agências de viagens que montam roteiros de três a quatro dias pela região.
Os itinerários costumam combinar a visita à Expoflora com destinos como Serra Negra, Águas de Lindóia, Monte Sião e Pedreira. Dessa forma, o evento contribui para prolongar a permanência dos turistas e distribuir os gastos entre diferentes municípios.
O efeito econômico se estende a hotéis, restaurantes, bares, lojas, comércio local, serviços de transporte e demais atividades ligadas ao turismo.
Alimentação movimenta até R$ 150 por visitante por dia
A alimentação representa outro importante componente da movimentação econômica provocada pela Expoflora.
Segundo estimativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes da Região Metropolitana de Campinas (Abrasel RMC), o gasto médio com refeições e bebidas chega a aproximadamente R$ 150 por visitante por dia.
Esse consumo não se concentra exclusivamente em Holambra. Os gastos também são realizados nas cidades onde os turistas se hospedam, circulam e desenvolvem outras atividades durante a viagem.
Com centenas de milhares de visitantes ao longo da programação, bares, restaurantes e estabelecimentos de alimentação integram uma das principais cadeias beneficiadas pelo fluxo turístico.
Expoflora mobiliza cerca de 7 mil postos de trabalho
Além da geração de consumo, a realização da Expoflora mobiliza aproximadamente 7 mil postos de trabalho diretos e indiretos dentro do próprio evento.
As oportunidades estão distribuídas entre equipes de organização, expositores, restaurantes, fornecedores e empresas contratadas para garantir a operação da festa.
Um exemplo é o Grupo Casa Bela, cuja estrutura operacional mais que dobra durante a realização da exposição.
Segundo Pablo Schoemaker, CEO do grupo e presidente do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) de Holambra, cerca de 150 trabalhadores adicionais são contratados para atuar nas operações relacionadas à Expoflora.
O número é próximo do total de profissionais normalmente mantidos pelo grupo fora do período do evento.
A relevância da festa também aparece no faturamento. Para o Grupo Casa Bela, a Expoflora responde por aproximadamente 10% do faturamento anual.
Evento fortalece turismo e cadeia de flores de Holambra
O impacto econômico da Expoflora não se limita aos valores movimentados durante os dias de programação.
A exposição também contribui para ampliar a visibilidade de Holambra em outras regiões do Brasil. A presença de turistas, imprensa e divulgação nas redes sociais aumenta a exposição do município e pode estimular novas viagens ao longo do ano.
Para Schoemaker, a projeção nacional alcançada durante a Expoflora contribui para despertar o interesse de turistas que ainda não conhecem a cidade.
O efeito é especialmente relevante para Holambra porque o turismo se conecta diretamente a outro dos principais pilares econômicos do município: a produção de flores e plantas ornamentais.
Assim, a exposição funciona como uma vitrine para a cidade e para uma cadeia produtiva que ultrapassa os limites do evento.
Impacto econômico se espalha por toda a região
Com 280 mil visitantes estimados, R$ 200 milhões em movimentação econômica e cerca de 7 mil postos de trabalho mobilizados, a Expoflora se consolida como um dos principais eventos capazes de gerar circulação de renda em diferentes municípios do interior paulista.
O impacto alcança desde a hospedagem e alimentação até comércio, transporte, serviços e fornecedores, criando uma cadeia de consumo que ultrapassa os limites de Holambra.
Mais do que concentrar recursos durante os 16 dias de programação, a exposição amplia a visibilidade turística do município e pode contribuir para manter o fluxo de visitantes em outras épocas do ano.
Para a economia regional, a Expoflora representa, portanto, um evento com efeitos que vão além da exposição de flores e plantas ornamentais, movimentando turismo, empregos, comércio e serviços em uma ampla área do interior de São Paulo.
Fonte: Portal do Agronegócio
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