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Café recua em Nova York com maior oferta brasileira; clima e estoques limitam pressão

Arábica dezembro opera a 288,65 cents por libra-peso nesta sexta-feira; avanço das exportações do Brasil pesa sobre os preços, enquanto traders acompanham chuvas e floradas


Publicado em: 09/10/2026 às 11:15hs

Café recua em Nova York com maior oferta brasileira; clima e estoques limitam pressão

Os preços do café arábica iniciaram esta sexta-feira (9) em baixa na Bolsa de Nova York, pressionados pela maior disponibilidade brasileira e pelo avanço das exportações. As condições climáticas nas regiões produtoras e os estoques certificados reduzidos, porém, continuam oferecendo sustentação ao mercado.

Às 7h19, no horário de Brasília, o contrato dezembro de 2026 recuava 0,14%, a 288,65 centavos de dólar por libra-peso. Março de 2027 registrava queda de 0,16%, negociado a 280,90 centavos.

O movimento prolonga as perdas das sessões anteriores e devolve parte da valorização observada no início da semana. Na terça-feira (6), dezembro chegou a avançar mais de 4%, em uma sessão influenciada pela valorização do real e pelas preocupações com o clima brasileiro.

Exportações brasileiras reforçam pressão sobre o café

O crescimento dos embarques do Brasil está entre os fatores acompanhados pelos participantes do mercado. Dados divulgados nesta semana indicaram que as exportações brasileiras de café em setembro aumentaram mais de 20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O avanço reforça a percepção de maior disponibilidade do produto no mercado internacional e contribui para pressionar os contratos futuros.

As estimativas de produção também pesam nessa avaliação. A StoneX mantém sua projeção para a safra brasileira 2026/27 em 77,2 milhões de sacas, das quais 51,8 milhões são de arábica e 25,4 milhões de robusta.

Chuvas e floradas mantêm clima brasileiro no radar

Apesar da pressão exercida pela oferta, os traders seguem atentos ao desenvolvimento da próxima safra brasileira. O acompanhamento das chuvas ganha importância durante a fase de floradas e desenvolvimento das lavouras.

Na semana encerrada em 4 de outubro, o volume de precipitação informado para Minas Gerais foi de 33,3 milímetros, equivalente a 104% da média histórica, conforme os mapas climáticos mencionados no levantamento. As chuvas recentes favoreceram as condições de umidade nas áreas produtoras.

Ainda assim, os possíveis efeitos do El Niño sobre a regularidade das precipitações permanecem como fator de risco. A distribuição das chuvas ao longo dos próximos meses continua relevante para as expectativas de produção e para a volatilidade das cotações.

Estoques certificados seguem baixos na ICE

Os estoques certificados da ICE recuaram para 252.256 sacas na quinta-feira (8). Ao mesmo tempo, o volume de café aguardando certificação aumentou para 14.967 sacas.

O nível reduzido dos estoques permanece como contraponto à perspectiva de maior oferta brasileira. Já o café pendente de certificação é acompanhado pelo mercado por seu potencial de recompor parte do volume disponível, caso seja aprovado.

Neste início de sessão, os preços refletem o equilíbrio entre a entrada de café brasileiro no mercado internacional e as incertezas sobre a produção futura. A evolução das chuvas e dos estoques certificados seguirá influenciando a intensidade dos movimentos em Nova York.

Fonte: Portal do Agronegócio

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